Confira 6 práticas pedagógicas para aproveitar o mundial de futebol na escola
Educação
A Copa mobiliza milhões de pessoas e, dentro das escolas, pode se transformar em uma poderosa ferramenta de aprendizagem. Nesse contexto, especialistas explicam como aproveitar o mundial de futebol para enriquecer o processo de ensino.
A Copa oferece inúmeras possibilidades para conectar diferentes áreas do conhecimento. No Colégio Américo de Oliveira, parceiro da Rede Pitágoras, por exemplo, os alunos representam diferentes países em competições esportivas e desenvolvem pesquisas sobre aspectos históricos, geográficos, culturais e linguísticos das nações participantes.
Para Francisco Moreira Júnior, professor de História e líder pedagógico da Plataforma Amplia, a chave está em utilizar o interesse dos estudantes pelo futebol para potencializar os conteúdos previstos no currículo.
Os jogos também podem servir de laboratório para o ensino de matemática. “O evento esportivo pode ser uma excelente oportunidade para aproximar conteúdos matemáticos da realidade dos alunos, transformando conceitos abstratos em situações práticas ligadas ao futebol”, afirma Thiago Dutra, professor de Matemática do Colégio Liceu Pasteur Start Anglo Trilingual School.
A Copa também pode ser uma aliada no ensino de idiomas.”No contexto da educação bilíngue, esse tipo de evento mostra aos alunos que o inglês vai além da sala de aula, sendo uma ferramenta essencial para acessar informações, interagir com pessoas do mundo inteiro e participar de discussões globais”, afirma Fabrício da Silva Romão, assessor pedagógico do programa de ensino bilíngue Eduall.
O evento cria oportunidades para discutir habilidades fundamentais para a convivência em sociedade. Nas atividades esportivas coletivas, os estudantes aprendem a lidar com regras e diferentes pontos de vista.
“Por meio do esporte coletivo, os alunos têm a oportunidade de vivenciar importantes valores e competências socioemocionais, como empatia, cooperação, tomada de decisão, iniciativa e trabalho em equipe”, afirma Eduardo Brito, coordenador de Esportes da unidade Granja Vianna do Colégio Rio Branco.
Para Victor Pignotti Maielo, líder da área de Educação Física e professor do Ensino Médio da Beacon School, eventos esportivos globais permitem ampliar as discussões. “A partir de eventos esportivos, é possível conversar desde a cultura da troca de figurinhas até as demandas físicas e psicológicas de quem participa da competição”, diz.
Na avaliação de Izabella Agra Green Vanzelli, diretora do Colégio Saint Germain, parceiro do programa de educação socioemocional Líder em Mim, o esporte oferece um ambiente privilegiado para desenvolver habilidades essenciais para a vida pessoal e profissional. “A Copa se consolida como um verdadeiro laboratório vivo do comportamento humano. Para além dos resultados, os alunos observam como grandes atletas lidam com a pressão extrema, a frustração do erro, o sucesso e a necessidade premente de trabalho em equipe”, indica.
Segundo Laura Vecchioli do Prado, coordenadora de Literatura e Informativos do Editorial de Educação Básica da SOMOS Educação, o futebol pode servir como ponto de partida para reflexões importantes dentro e fora da sala de aula. “Entre competições, rivalidades e brincadeiras coletivas, o esporte também pode abrir espaço para conversas sobre convivência, diferenças sociais e os desafios da infância e da adolescência.”
Além de mobilizar estudantes e professores, o evento esportivo também pode ampliar o repertório sociocultural dos candidatos que se preparam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “A redação do Enem se foca, especificamente, em temas de relevância nacional.
O tema de imigração e/ou imigrantes no Brasil é um assunto que conversa diretamente com a Copa, por exemplo”, explica Felipe da Costa Rico, analista pedagógico da plataforma Redação Nota 1000.
