Em 2021, mais de 50% dos estudantes da USP são de escolas públicas

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Ações afirmativas na USP aumentaram o número de estudantes de escolas públicas na instituição e também o de declarados pretos, pardos e indígenas

Foto: Adobe Stock | Licenciado

Por: Isabela Alves

Em 2021, 51,7% dos alunos matriculados em cursos de graduação na Universidade de São Paulo (USP) vieram de escolas públicas. Além disso, 44,1% se autodeclaram como pretos, pardos e indígenas (PPI). 

Esse é o maior percentual já atingido pela Universidade desde o início da reserva de vagas para esses estudantes pelo Conselho Universitário, em 2017. 

Das 10.992 vagas preenchidas este ano, o que representa 98,8% do total, 5.678 são alunos de escolas públicas. Destes, 2.504 são PPI.

Em 2018, foram reservadas 37% das vagas de cada Unidade de Ensino e Pesquisa; em 2019, a porcentagem foi de 40% de vagas reservadas de cada curso de graduação; e para 2020, a reserva das vagas em cada curso e turno foi de 45%.

Agora para a inscrição do vestibular, tanto para a Fuvest quanto para o Sisu, ao escolher sua carreira e seu curso, o vestibulando tem três opções: Ampla Concorrência (AC), Ação Afirmativa Escola Pública (EP) e Ação Afirmativa Preto, Pardo e Indígena (PPI).

A Unidade com maior número de ingressantes EP/PPI foi a Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto, com 56,7%; seguida pela Faculdade de Educação (51,5%); Escola de Artes, Ciências e Humanidades (51%); e Instituto de Ciências Biomédicas e Instituto Oceanográfico (ambos com 50%). Na Faculdade de Medicina, a porcentagem foi de 41,1%, na Escola Politécnica, de 41,5%, e na Faculdade de Direito, 49,3%.

Fonte: Jornal da USP