Instituto Coca-Cola Brasil apresenta estratégias para ampliar a transformação social no Impacta Mais 2026
Captação de RecursosTecnologia, inteligência de dados e mudança de mentalidade organizacional impulsionam o modelo Exponential Growth for Good (EGG), responsável por ampliar o alcance do Instituto Coca-Cola Brasil nos últimos anos

O Instituto Coca-Cola Brasil compartilha estratégias para escalar a transformação social no fórum Impacta Mais 2026. Segundo a organização, a construção de impacto social em larga escala passa por estratégia, inovação e uma mudança profunda na forma como as organizações operam.
Esse foi o ponto central do painel “Desbloqueando o Impacto: Estratégias para Escalar a Transformação Social”, realizado nesta semana no Impacta Mais, o principal ponto de encontro do ecossistema brasileiro de investimentos e negócios de impacto.
O debate contou com a participação de Daniela Redondo, Diretora-executiva do Instituto Coca-Cola Brasil, Renato de Souza, Diretor de Sustentabilidade Corporativa, NetZero, Inclusão e Diversidade da PwC Brasil e Douglas Lopes Nicolau, CEO da Incentiv, como moderador do painel.
Durante a conversa, Daniela compartilhou a trajetória do Instituto Coca-Cola Brasil na construção de um modelo capaz de ampliar resultados de forma estruturada e sustentável. Ao apresentar a metodologia Exponential Growth for Good (EGG), desenvolvida em parceria com a MJV, a executiva destacou como inovação social, tecnologia, inteligência de dados e parcerias vêm sendo combinados para impulsionar impacto com intencionalidade e escala.
Nos últimos cinco anos, o modelo exponencial do Instituto Coca-Cola Brasil foi responsável por 86% do alcance construído pela organização em mais de duas décadas de atuação. Agora, a metodologia EGG, apresentada no palco do evento, passa a estar disponível para empresas e organizações interessadas em adaptar essa abordagem aos seus próprios contextos e ampliar impacto positivo, podendo ser acessada por meio deste link.
Segundo a diretora, escalar a transformação social significa criar caminhos capazes de alcançar milhões de pessoas, mas também dividir aprendizados com todo o ecossistema, permitindo que outras organizações acelerem suas próprias jornadas de impacto. “O grande desafio não é apenas crescer, mas crescer com consistência, inteligência e propósito. Escalar transformação social é construir caminhos que impactem milhões e compartilhar essa experiência para fortalecer todo o ecossistema”, destacou Daniela.
Além disso, o Diretor da PwC, Renato de Souza, destacou durante o painel o papel das empresas na transformação social, para além do investimento financeiro. “A organização precisa estar ciente de que sua existência também demanda uma consciência social de transformação. No caso da PwC, como empresa de consultoria, nosso principal ativo social é a cultura do conhecimento, que vai muito além de uma doação de valor monetário. O conhecimento tem impacto a longo prazo, enquanto um cheque com um valor doado produz efeito no curto prazo”, afirmou.
Tecnologia aliada a mudança de mentalidade
Outro ponto enfatizado no painel foi a importância da tecnologia como recurso essencial para gerar escala. Segundo o Instituto Coca-Cola Brasil, ela foi fundamental para ampliar o alcance territorial dos programas de capacitação de jovens, democratizar o acesso às iniciativas e acelerar a capacidade de tomada de decisão a partir de dados em tempo real.
“Tecnologia é o que permite gerar acesso, articulação e conexão com o ecossistema. Hoje, temos inteligência de dados em tempo real, algo essencial para entender rapidamente o que precisa ser aprimorado, corrigir rotas e potencializar resultados”, afirmou a diretora-executiva do Instituto.
Daniela também chamou atenção para a necessidade de uma mudança de mentalidade dentro das organizações. Para ela, muitas empresas buscam escalar projetos sociais sem transformar a própria lógica operacional, limitando seus próprios resultados.
“Existe uma diferença importante entre ter um projeto com ambição de escala e ser uma organização preparada para operar em escala. Modelos exponenciais exigem outra lógica de equipes, processos e dinâmica. A transformação precisa começar de dentro”, pontuou.
A cultura organizacional voltada à inovação também apareceu como um elemento central do debate. Segundo a executiva, criar impacto em larga escala exige abertura para testar, aprender rapidamente com erros e recalibrar estratégias continuamente.
A participação do Instituto Coca-Cola Brasil reforçou que escalar impacto social não depende apenas de ampliar iniciativas, mas de desenvolver modelos organizacionais capazes de sustentar crescimento, aprendizado contínuo e transformação sistêmica.
Sobre o Instituto Coca-Cola Brasil
O Instituto Coca-Cola Brasil é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) e tem como propósito ser agente de transformação social para reduzir as desigualdades e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do país, potencializado por parcerias e pelo Sistema Coca-Cola. Até hoje, o Instituto já beneficiou 1 milhão de pessoas através de diversas causas, sendo 861 mil jovens impactados pela plataforma Coletivo Coca-Cola.
Reconhecidos por sua tecnologia social e capacidade de escala, o Instituto tem como eixo central de atuação o empoderamento econômico, através da geração de oportunidades no mundo do trabalho para prioritariamente jovens, mulheres e negros em situação de vulnerabilidade socioeconômica no país.
