Instituto CPFL leva Escola Olodum e Núcleo de Dança Cisne Negro à periferia de Campinas
ONGs em Ação
O Instituto CPFL implanta, a partir deste mês, dois projetos culturais voltados ao desenvolvimento social de crianças, adolescentes e jovens adultos no Parque Oziel, em Campinas. A comunidade passará a abrigar um núcleo da Escola Olodum Campinas, o primeiro do Estado de São Paulo, e o primeiro Núcleo de Dança Cisne Negro fora da capital paulista. Ao todo, serão oferecidas 400 vagas gratuitas: 300 para aulas de percussão, canto e dança afro da Escola Olodum Campinas e 100 para aulas de balé clássico do Núcleo de Dança Cisne Negro.
A iniciativa integra a frente CPFL Jovem Geração, voltada à inclusão e transformação social por meio da cultura e do esporte, e faz parte da estratégia do Instituto CPFL de reunir diferentes projetos sociais em territórios prioritários para ampliar oportunidades e fortalecer o desenvolvimento local. A escolha do Parque Oziel também carrega simbolismo importante. A região, que já foi considerada uma das maiores ocupações urbanas da América Latina, hoje reúne diversas iniciativas voltadas ao fortalecimento social e cultural da comunidade.
“Acreditamos que o acesso à cultura é um caminho potente para ampliar oportunidades e fortalecer vínculos comunitários. Ao reunir no mesmo território dois projetos de grande relevância artística e social, buscamos contribuir para que crianças e jovens tenham contato com diferentes linguagens culturais e possam desenvolver seus talentos e perspectivas de futuro”, afirma Daniela Ortolani Pagotto, head do Instituto CPFL.
Os novos projetos se somam a outras ações já implantadas pelo Instituto CPFL no território, como o Futebol Social, a Carreta Literária e o CineSolar.
Criada em 1983, a Escola Olodum é um dos principais projetos da Associação Carnavalesca Bloco Afro Olodum, reconhecida internacionalmente por sua atuação pioneira em educação antirracista por meio da arte, cultura e educação. Inspirado na experiência de Salvador, o projeto chega a Campinas com uma proposta de formação cidadã baseada na valorização da cultura afro-brasileira. As atividades serão voltadas a pessoas de 7 a 29 anos, com cursos gratuitos de percussão samba-reggae, canto coral e dança afro.
Para Marcelo Gentil, presidente institucional do Olodum, a chegada ao Parque Oziel representa um marco na expansão do projeto de educação não formal. “Estar no Parque Oziel significa reconhecer a potência cultural existente neste território e reafirmar o compromisso de levar oportunidades reais de formação artística e desenvolvimento humano para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social. Mais do que oferecer cursos, a Escola Olodum chega para fortalecer autoestima, pertencimento, identidade e perspectivas de futuro.”
A Cisne Negro Cia. de Dança é considerada uma das companhias contemporâneas mais importantes do país. Em 2021, criou o Núcleo de Dança Cisne Negro, projeto social que oferece aulas gratuitas de balé clássico para crianças de 5 a 12 anos, com base na metodologia da Royal Academy of Dance (RAD).
A chegada ao Parque Oziel marca a quarta unidade do projeto e a primeira fora da capital paulista. “Levar o Núcleo de Dança Cisne Negro Instituto CPFL Campinas para o Parque Oziel, com atividades voltadas a crianças de 05 a 12 anos, representa um passo importante na ampliação territorial do projeto social da companhia. É uma forma de expandir uma iniciativa consolidada de formação artística para uma região marcada por vulnerabilidade social, reafirmando nosso compromisso com a democratização do acesso à arte”, afirma Dany Bittencourt, diretora artística e coreógrafa da Cisne Negro Cia. de Dança.
Para lideranças locais, a chegada dos novos projetos representa uma oportunidade importante para os jovens da região. “Projetos como Escola Olodum e Cisne Negro vão agregar muito para os jovens da comunidade, oferecendo oportunidades que muitos deles não teriam em outros lugares”, afirma Josenilton Almeida, conhecido como Zangão, líder comunitário do Parque Oziel.
