Invisíveis: dispara o número de suicídio de indígenas no Brasil

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A mortalidade infantil (0 a 5 anos) chegou a 591 casos, de acordo com o relatório do Cimi

por Artur Ferreira

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lançou o relatório ‘Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – Dados de 2018’, que atestou que somente no ano passado ocorreram 101 suicídios de indígenas no país.

O relatório, que utilizou a base dados da Sesai via Lei de Acesso à Informação (LAI), afirmou que os estados com maiores números de casos foram registrados no Mato Grosso do Sul (44) e Amazonas (36). Em 2017, o Mato Grosso do Sul registrou 31 ocorrências de lesão autoprovocada, enquanto no Amazonas foram 54 mortes do tipo.

O estudo também analisou outros pontos que levam a uma queda na qualidade de vida das tribos indígenas, como a violência por omissão por parte do poder público. A mortalidade infantil (0 a 5 anos), por exemplo, chegou a 591 casos. Dos 591 mortes, 219 ocorreram no Amazonas, 76 em Roraima e 60 no Mato Grosso.

Segundo o estudo, a mortalidade indígena se concentra principalmente na infância e juventude e na faixa etária de 25 a 40 anos.

O relatório da Cimi também esclarece que a contaminação do solo, águas, ausência de saneamento básico e invasão de terras demarcadas são fatores que contribuem para a vulnerabilidade dessas populações.

Outras violações de direitos geradas pela omissão do poder público é a desassistência de serviços básicos as populações indígenas como: desassistência geral (35), desassistência na área de saúde (44) e desassistência na área de educação escolar indígena (41).

Além disso, houve 11 casos de mortes por desassistência à saúde, além da disseminação de bebida alcóolica e outras drogas (11).

Para acessar o relatório completo do Cimi, clique no link.