Japão tem sua economia afetada após jogar água radioativa no mar
A decisão do Japão de despejar no oceano água radioativa tratada da usina nuclear de Fukushima começa a impactar a economia local. O mercado de peixes e frutos do mar, relevante setor da geração de riquezas japonesas, já sofre os primeiros efeitos da decisão do governo de abrir as comportas e começar a liberar o equivalente a quase 540 piscinas olímpicas no oceano Pacífico um mês atrás.

A decisão do Japão de despejar no oceano água radioativa tratada da usina nuclear de Fukushima começa a impactar a economia local. O mercado de peixes e frutos do mar, relevante setor da geração de riquezas japonesas, já sofre os primeiros efeitos da decisão do governo de abrir as comportas e começar a liberar o equivalente a quase 540 piscinas olímpicas no oceano Pacífico um mês atrás.
A China, responsável por 22,5% do mercado de peixes e frutos do mar do Japão, e Hong Kong, que comprava outros 19,5%, pararam de adquirir os produtos japoneses. Agora, Tóquio depende fortemente do consumo local dos produtos que vêm do oceano.
Em 2022, as vendas para a China de produtos do mar totalizaram US$ 942,4 milhões (R$ 4,7 bilhões), enquanto que Hong Kong respondeu por outros US$ 432 bilhões (cerca de R$ 2,1 bilhões). Hoje, o governo do Japão informou que os níveis de trítio na água do mar, ao redor da usina nuclear de Fukushima, permanecem abaixo do nível mínimo detectável um mês após o início do despejo.
O Ministério do Meio Ambiente do Japão disse que fez testes de radioatividade em amostras de água coletadas em diferentes pontos ao redor da usina desde que o despejo começou, em 24 de agosto, e até agora nenhum nível anormal foi detectado.
A Organização das Nações Unidas (ONU) desenvolveu uma série de objetivos ambiciosos no ano de 2015 por meio de um “Pacto Global”, que envolve os seus 193 países membros. O projeto da ONU contempla 17 ODS, ou seja, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
A atitude do Japão fere o ODS 14 que fala sobre gerir de forma sustentável e proteger os ecossistemas marinhos e costeiros para evitar impactos adversos significativos, inclusive por meio do reforço da sua capacidade de resiliência, e tomar medidas para a sua restauração, a fim de assegurar oceanos saudáveis e produtivos.
Fonte: R7
