Justiça do RS pede indenização de R$ 50 mi para Cobasi por mortes de animais
A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul ingressou na Justiça com uma ação indenizatória de R$ 50 milhões contra a Cobasi, em razão da morte de, ao menos, 38 animais em uma loja no RS. A loja teria sido evacuada em 3 de maio por conta de um alagamento; funcionários deixaram os computadores no mezanino – lugar mais alto e seguro da loja – e os animais no subsolo. ONGs de proteção aos animais de todo Brasil soltaram notas de repúdio pela atitude da loja.

A Defensoria Pública do Estado (DPE) do Rio Grande do Sul ingressou na Justiça com uma ação indenizatória de R$ 50 milhões contra a Cobasi, em razão da morte de, ao menos, 38 animais em uma loja no bairro Praia de Belas, em Porto Alegre. A loja teria sido evacuada em 3 de maio por conta de um alagamento. Os funcionários deixaram os computadores no mezanino que era o lugar mais alto e seguro da loja e os animais no subsolo.
A loja alegou que os funcionários tiveram que deixar o lugar às pressas, por esse motivo não deu tempo de levar os animais para uma lugar seguro, o que foi desmentido pelo shopping, que afirmou que todos foram avisados antecipadamente sobre uma enchente severa e inclusive ofereceu ajuda.
Em 19 de maio, a Delegacia do Meio Ambiente, o Corpo de Bombeiros e a ONG Princípio Animal entraram na unidade, a partir de uma liminar autorizada pela Justiça. A ação buscava identificar animais que pudessem estar vivos e fotografar o estado do local. De acordo com Cícera Silva, advogada da ONG, não havia sido possível visualizar os bichos já que o local estava inundado e sem luz.
Dias após a água baixar na capital, a Polícia Civil conduziu uma vistoria na loja, onde foram retirados 38 animais mortos, no dia 23 de maio. A investigação também identificou que CPUs usados no subsolo para pagamento foram levados ao mezanino – que não alagou – para não estragar. Já os bichos teriam sido deixados no subsolo, segundo a titular da Delegacia do Meio Ambiente, Samieh Saleh.
“Eles foram retirados como precaução e levados ao mezanino, tendo ficado intactos. Esses materiais, CPUs, ficaram intactos no andar de cima. O que denota que a loja teve uma preocupação em subir esses objetos”, disse a delegada Samieh Saleh.
A delegada disse que não foram feitas novas vistorias e que está “realizando algumas diligências ainda e aguardando pra ouvir outras pessoas”. Ela revelou que o número de animais mortos poderia ser ainda maior.
ONGs de proteção aos animais de todo Brasil soltaram notas de repúdio pela atitude da loja, que deu preferência a salvar os computadores do que os animais.
A Cobasi emitiu uma nota em sua defesa alegando que “foi surpreendida e vem suportando as consequências de uma tragédia natural de proporções imprevisíveis” e que o ajuizamento da ação da DPE é “exercido à margem da correta apuração dos fatos”.
ONG Princípio Animal
A Associação Princípio Animal é uma organização que atua efetivamente nas instituições do Estado e União, cobrando legislações de proteção aos animais não humanos e conscientizando a sociedade sobre a exploração animal institucionalizada. Para conhecer melhor seu trabalho clique aqui.
Fonte: g1
