Médicos são condenados em Minas Gerais por retirar órgãos de criança

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Dois médicos foram condenados a 25 anos de prisão e encaminhados ao sistema prisional do Estado. Vítima tinha 10 anos

Paulo Veronesi Pavesi/ Foto: Arquivo pessoal

Dois médicos foram condenados e um foi absolvido pelo tribunal de júri que julgou o caso de retirada ilegal de órgãos de uma criança de 10 anos, ocorrida há quase 21 anos em um hospital de Poços de Caldas, a 420 km de Belo Horizonte (MG).

José Luis Gomes da Silva e José Luis Bonfitto foram condenados a 25 anos de prisão e encaminhados ao sistema prisional do Estado. Eles podem recorrer da sentença, mas em regime fechado. Já Marcos Alexandre Pacheco foi inocentado das acusações. A sentença saiu no dia 30 de janeiro.

Paulo Veronesi Pavesi, então com 10 anos de idade, estava brincando com amigos na piscina do prédio onde vivia, em Poços de Caldas, quando caiu de uma altura de quase 10 metros de altura. A criança deu entrada no hospital da cidade com traumatismo craniano e ferimentos na face e passou por uma cirurgia. Dois dias depois, foi transferido para a Santa Casa de Misericórdia, onde foi dado como morto.

No entanto, de acordo com o Ministério Público (MP), o exame que apontou a morte cerebral teria sido forjado e Paulinho ainda estaria vivo no momento da retirada de seus órgãos.

Quatro médicos foram denunciados pelo MP por homicídio qualificado e remoção de órgãos ou partes do corpo de uma pessoa em desacordo com a lei. A situação é agravada pelo fato de a vítima ter menos de 14 anos à época do crime. Um deles, Álvaro Ianhez, teve o processo desmembrado e ainda será julgado.

Dentre as acusações feitas à época estão: admissão em hospital inadequado, demora no atendimento neurocirúrgico, realização de uma cirurgia por profissional sem habilitação legal (o que resultou em erro médico) e a inexistência de um tratamento efetivo e eficaz. Eles também são acusados de fraude no exame que determinou a morte encefálica do menino.

Fonte: R7