MOL Impacto lança estudo com seis tendências que devem orientar marcas com causa em 2026

Captação de Recursos
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Relatório inédito analisa o cenário socioambiental e aponta como esporte, ESG, varejo físico e bem-estar no trabalho devem influenciar estratégias de impacto social no próximo ano

MOL Impacto lança estudo com seis tendências que devem orientar marcas com causa em 2026
Imagem: Canva

A MOL Impacto lançou o relatório “Tendências para Marcas com Causa 2026”, um estudo que reúne análises, dados e entrevistas com especialistas para ajudar empresas a compreender os principais movimentos que devem orientar estratégias de impacto social no próximo ano, em um contexto marcado por polarização política, pressões regulatórias e mudanças no comportamento do consumidor.

A pesquisa, disponível gratuitamente, identifica seis tendências que devem ganhar força em 2026 e destaca a necessidade de maior coerência entre discurso e prática por parte das marcas. Para a CEO da MOL Impacto, Roberta Faria, o cenário exige mais consistência.

“O que vemos é que 2026 vai exigir menos slogans e mais consistência. As marcas que entenderem esse movimento terão mais clareza para agir e mais força para impactar a sociedade, atendendo a um desejo do consumidor por mais responsabilidade”, afirma.

Entre os destaques do estudo está a força do esporte como ferramenta de mobilização social. Com a Copa do Mundo masculina em 2026 e a preparação para a Copa do Mundo feminina em 2027, a expectativa é de que marcas e atletas intensifiquem ações que conectem esporte e solidariedade. Segundo André Georges, cofundador da Play For a Cause, o impacto vai além dos eventos.

“O trabalho contínuo com a sociedade e com parceiros é necessário para mudar a mentalidade e gerar benefícios que não vão embora com o evento”, ressalta.

O relatório também aponta um movimento de amadurecimento das marcas diante da polarização política. Campanhas associadas a datas simbólicas, como o Junho do Orgulho, tendem a ser repensadas, não como abandono de causas, mas como busca por maior alinhamento com a identidade institucional. Para Maíra Liguori, diretora da Think Olga e da Think Eva, a coerência é central.

“Não se trata de abandonar temas, mas de evitar falar dos assuntos só por modismo, o que aumentaria o risco de backlash. O movimento agora é de amadurecimento: escolher causas que realmente façam sentido para a marca”, avalia.

O limite ético das apostas

Outro ponto sensível abordado pelo estudo é o crescimento acelerado das casas de apostas no Brasil e seus impactos éticos. O relatório chama atenção para os dilemas envolvendo patrocínios, doações e reputação, especialmente em comunidades vulneráveis.

“Quando uma casa de apostas chega a uma comunidade marginalizada ou a uma organização de base comunitária e oferece projetos ou financiamento, a probabilidade de aceitação é alta. Para fazer um compromisso contra bets, seria necessário achar caminhos para sobreviver sem elas”, alerta Daiany França Saldanha, diretora-executiva da Mais Impacto.

O relatório foi produzido pela plataforma Marcas com Causa, hub de conteúdos criados para informar e mobilizar empresas brasileiras a investir em iniciativas que gerem doações para causas socioambientais. O material completo pode ser acessado gratuitamente no site da plataforma.

Sobre a MOL Impacto

Fundada em 2007, a MOL Impacto já doou mais de R$ 90 milhões para mais de 240 organizações sociais por meio da venda de produtos sociais customizados e do desenvolvimento de projetos inovadores de impacto social em parceria com grandes marcas brasileiras. Os cofundadores, Roberta Faria e Rodrigo Pipponzi, são reconhecidos pelo Prêmio Empreendedor Social da Folha de S.Paulo e integram a rede da Fundação Schwab, ligada ao Fórum Econômico Mundial. A empresa acumula 18 anos de experiência na criação de modelos de negócio que geram doações, produção de conteúdo multiplataforma e fortalecimento da cultura de doação no país.