Movimento Bem Maior leva OSCs ao FIFE 2026 para ampliar conexões e visibilidade

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Durante o FIFE 2026, O Movimento Bem Maior disponibilizou um estande para três organizações participantes do programa Futuro Bem Maior, iniciativa focada em apoiar OSCs que fazem a diferença em territórios com alta vulnerabilidade social

Imagem: Divulgação

*Por Lucas Neves

Durante a 13ª edição do Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica (FIFE 2026), o Movimento Bem Maior (MBM) disponibilizou um estande para três organizações participantes do seu programa Futuro Bem Maior.

Realizado em Recife—PE, o evento de quatro dias foi promovido pela Rede Filantropia, reunindo cerca de 1.700 lideranças sociais de diferentes regiões do país em: masterclasses, encontros gratuitos e uma programação dedicada a temas centrais da gestão do Terceiro Setor.

Pela primeira vez, o MBM, apoiador do fórum, abriu um estande para organizações da sociedade civil (OSCs), vindas de diferentes regiões do país. Estiveram presentes a Associação Catavento—RN, a OSC MONSA—MG e o Instituto Mutá—BA.

Apesar de atuarem em causas e regiões distintas, as três organizações possuem algo em comum: a participação no programa do MBM, o Futuro Bem Maior (FBM), que apoia OSCs que fazem a diferença em territórios com alta vulnerabilidade social.

Escolhidas via edital, as organizações e coletivos selecionados para o FBM recebem um apoio financeiro flexível, além de participarem de formações e mentorias sobre diferentes temas de relevância para o terceiro setor. Segundo o MBM, trazer organizações de pequeno porte para eventos relevantes do terceiro setor, como o FIFE, é uma atitude que se alinha à essência do programa.

“A OSC MONSA foi presenteada com três ingressos e um stand no FIFE, oportunidade que possibilitou ampliarmos conhecimentos, divulgarmos nossos trabalhos, comercializar produtos produzidos pelas mães e crianças atendidas e realizar inúmeras conexões com organizações e pessoas comprometidas com a transformação social”, afirma Célia Maria Soares El Khouri, fundadora da organização.

A MONSA iniciou suas atividades atendendo adolescentes em conflito com a lei e, ao longo dos anos, ampliou sua atuação para as áreas de meio ambiente, cultura, esporte, fortalecimento comunitário e geração de renda. 

Em 2020, a organização recebeu apoio do Movimento Bem Maior a partir do programa FBM. Segundo Célia, essa parceria foi fundamental para o crescimento institucional da MONSA, já que, por meio deste edital, eles puderam acessar cursos e importantes oportunidades de capacitação.

“Somos profundamente agradecidos e fortalecidos pelo apoio do MBM e do FBM, parceiros que acreditam no potencial transformador do trabalho social desenvolvido pela MONSA e que caminham conosco na construção de oportunidades e esperança para muitas famílias”, conclui Célia.

Monica Lyra, presidente da Associação Catavento, destaca que o ponto principal do FIFE foi a criação de vínculos humanos. “O mais legal mesmo foi encontrar as pessoas que fazem parte do Movimento Bem Maior, dando uma cara e um corpo para quem só víamos na internet. Isso foi fantástico.”

Localizada na Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte, a Associação Catavento tem a missão de fortalecer a cultura, a educação e a sustentabilidade por meio da arte, do saber tradicional e da mobilização comunitária, promovendo atividades que valorizem a identidade local, incentivem a inclusão social e contribuam para a preservação ambiental. 

A organização surgiu para lutar contra os problemas enfrentados pela população nativa, alavancados pelo crescimento rápido da região e a invasão de estrangeiros. Sendo assim, a associação busca criar oportunidades para o desenvolvimento das comunidades, respeitando seus modos de vida e garantindo impacto social positivo. 

Segundo Monica, a participação no edital do Futuro Bem Maior foi um momento chave para a associação. Antes do programa, ela conta que precisava conciliar o trabalho na organização com um emprego em uma loja, fator que a impedia de se dedicar integralmente ao trabalho social.

“Eu resolvi largar a loja e me dedicar à associação. Aí, as coisas começaram a acontecer. Então, foi mesmo um ponto de virada ter participado do edital”, comenta.

Monica também lembra dos aprendizados conquistados. Durante a participação do programa, a Associação Catavento pôde compreender seus erros, acertos e demandas. 

“[O programa] põe uma luz em cima da organização. Porque, de uma maneira estruturada, vai colocando tudo que compõe uma associação do terceiro setor e que a gente nunca tinha parado para olhar. Você consegue ver onde está e qual é a melhor maneira de agir”, conclui. Monica.

Esta matéria faz parte da série Força Comunitária, focada em apresentar histórias inspiradoras de organizações que atuam para transformar seus próprios territórios e mudar a vida das suas populações.

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