Net Zero no Brasil: o desafio não é a meta, é a execução

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Imagem: ChatGPT

 

Por Camila Canesi Morino, Josilene Ticianelli Vannuzini Ferrer e Thiago Pietrobon

 

O debate sobre Net Zero avançou rapidamente para um relativo consenso global. O desafio, no entanto, não está mais na definição de metas, mas na sua implementação com integridade. O desafio do Net Zero no Brasil não é apenas técnico, é um problema de governança climática e coordenação regulatória.

Empresas e governos adotaram compromissos ambiciosos de neutralidade de emissões, mas a distância entre o anúncio dessas metas e sua efetiva operacionalização tornou-se um dos principais entraves da transição climática.

No Brasil, esse desafio é ainda mais evidente: o problema não é a ausência de metas, mas a ausência de caminhos estruturados para torná-las viáveis. Os números demonstram esse desafio. O Programa Brasileiro GHG Protocol registrou, em 2025, um recorde de mais de 1.300 inventários de emissões publicados referentes ao ano-base 2024 e um acumulado de mais de 7.000 inventários desde 2008 (FGV/CES, 2025)[i]. Mas, apenas cerca de 60% das organizações participantes estabelecem metas voluntárias de redução (FGV/CES, 2025). Em termos de compensações por offsets, Brasil ainda figura como demandante marginal, apesar de deter um dos maiores potenciais de geração de créditos do planeta (WORLD BANK GROUP, 2026)[ii]. Enquanto medir vem tornando-se prática cada vez mais comum, executar, ainda não.

O conceito de Net Zero resulta da consolidação da ciência climática e da governança internacional do clima, especialmente a partir do Acordo de Paris, que estabelece o equilíbrio entre emissões e remoções na segunda metade do século. O IPCC, em seu Sexto Relatório de Avaliação (AR6), trata essas remoções, isto é, a retirada de dióxido de carbono da atmosfera por sumidouros naturais ou tecnológicos, como condição indispensável para neutralizar as emissões residuais de difícil eliminação.

Instrumentos como o mercado de carbono foram consolidados com o Protocolo de Quioto (2005–2020), e ampliados pelo Acordo de Paris, que universalizou o compromisso de limitar o aquecimento global a 1,5°C, a partir de 2016.

O artigo 4 do Acordo de Paris estabelece o objetivo de equilibrar emissões e remoções, base do conceito de Net Zero, cuja implementação depende da expansão das iniciativas corporativas. É nesse contexto que surgem os chamados programas internacionais de Net Zero.

Em meio à necessidade de aceleração da agenda climática global, na última década, empresas, governos e instituições financeiras têm se engajado nos tratados propostos pelas Nações Unidas, que se concentram na temática Net Zero.

Programas derivados do Acordo de Paris foram criados para dar sustentação à implementação das ações corporativas de redução de GEE. Compromissos de neutralidade de carbono tornaram-se quase onipresentes, pois o setor privado é um segmento estratégico para a implementação do Acordo de Paris, como a  Science Based Targets initiative (SBTi).

O SBTi não cria o conceito Net Zero, mas o operacionaliza para ser aplicado dentro das empresas, em programas efetivos de redução de emissões.

Durante a COP26, realizada em 2021 em Glasgow, a adoção do Glasgow Climate Pact reforçou a centralidade das metas de longo prazo na governança climática internacional. Também iniciativas como a campanha global Race to Zero, coordenada pela ONU e o Acordo Ambiental São Paulo contribuíram para ampliar os compromissos corporativos e acelerar a incorporação de metas de neutralidade nas estratégias empresariais.

O conjunto de esforços entre 2015 e 2021 alavanca o Net Zero, como meta emblemática da ação climática global, ao transformar a linguagem científica em políticas públicas e empresariais.

No entanto, à medida que essa agenda se dissemina, emerge uma questão central: como transformar metas climáticas em processos reais de descarbonização? E essa pergunta traz outra questão estratégica: como evitar que as empresas se engajem em ações que têm por base o greenwashing?

É essa lacuna que a publicação Estratégias Net Zero: contribuições para definição de metas de redução e compensação de emissões de gases de efeito estufa[iii] (2025) busca enfrentar. Ao reunir especialistas e sistematizar metodologias, a obra oferece um dos referenciais mais consistentes já produzidos no Brasil para transformar compromissos climáticos em estratégias operacionais, coordenado por Camila Canesi Morino, Josilene Ticianelli Vannuzini Ferrer e Thiago Pietrobon[iv].

O desafio central da agenda Net Zero não é a ausência de metas, mas a ausência de caminhos estruturados para sua implementação. Sem essa estrutura, o risco não é apenas de ineficiência, é de perda de credibilidade da própria agenda climática.

Da ambição à execução: a meta Net Zero

Um dos principais méritos da obra é deslocar o debate do plano declaratório para o plano operacional, evidenciando que o Net Zero não se resume a uma meta final, mas corresponde a um processo estruturado, baseado em etapas interdependentes.

A base dessa trajetória é o inventário de emissões, estruturado por metodologias como o GHG Protocol, que organiza a contabilização dos escopos 1, 2 e 3. Embora essencial para mensuração, sua adoção não garante, por si só, a transformação dos modelos operacionais.

O GHG Protocol contribuiu para a disseminação da prática de monitoramento de emissões, com a definição de métricas adequadas e o estabelecimento de trajetórias intermediárias. Em um contexto como o brasileiro, onde ainda são comuns metas genéricas ou pouco verificáveis, esse aspecto assume especial relevância.

A publicação vai além da menção às ferramentas e apresenta, já no Capítulo 1, uma trilha operacional de nove perguntas estruturantes para a definição de metas robustas: desde a escolha da temperatura-alvo global e do ano de cumprimento até a definição da métrica de GWP adotada, os limites de escopo, a proporção entre reduções brutas e compensações, os critérios de justiça aplicados e os marcos intermediários de verificação. Essa trilha, ancorada em Rogelj et al. (2021)[v] é o diferencial mais prático da obra em relação à literatura existente. Para um artigo que critica a ausência de “caminhos estruturados”, importa nomear o caminho: metas sem ano-base definido, sem cobertura setorial explícita e sem submetas verificáveis são, por definição, greenwashing, e o livro oferece os instrumentos para evitá-las.

Em seguida, a obra apresenta as principais ferramentas de operacionalização, com destaque para a Science Based Targets Initiative (SBTi), que permite traduzir cenários globais de estabilização climática em metas corporativas concretas. Trata-se de um avanço essencial para reduzir a distância entre compromissos públicos e estratégias efetivas.

A terceira etapa aborda a avaliação da consistência estratégica, por meio de metodologias como o Assessing Low Carbon Transition (ACT), desenvolvida pela agência francesa Agence de la transition écologique (ADEME), que oferece modelos estruturados para avaliar a consistência das estratégias corporativas de descarbonização em relação às metas do Acordo de Paris. A ACT amplia o escopo de análise e incorpora dimensões como governança, investimentos, modelo de negócio e cadeia de valor. O foco deixa de ser apenas um anúncio de meta de redução, para alinhamento entre discurso, metas e as ações possíveis para sustentar as ações definidas como prioritárias pela empresa.

Por fim, a publicação trata das compensações de emissões, como possibilidade efetiva e complementar dentro de uma trajetória estruturada de redução.

O ponto crítico: compensação de emissões e credibilidade climática

Se há um tema que sintetiza os desafios atuais da agenda climática, especialmente no Brasil, este é o uso da compensação de emissões. A publicação estabelece, de forma clara, um princípio que ainda não está plenamente consolidado na prática empresarial: a compensação não substitui a redução, mas é um importante recurso para lidar com emissões residuais tecnicamente inevitáveis.

Essa distinção é fundamental. Nesse cenário de crescente demanda por neutralidade climática, há o risco de utilização excessiva ou inadequada de créditos de carbono como substituto da transformação estrutural. Para além dos critérios operacionais, há um debate ainda pouco disseminado no Brasil: os riscos da equivalência contábil entre emissões e remoções de CO?. Apoiada em Carton, Lund e Dooley (2021)[vi], a obra alerta e embasa que tratar emissões e remoções como unidades fungíveis pode obscurecer onde as reduções brutas reais são insuficientes e, pior, permitir que promessas de emissões negativas futuras, reflorestamento, captura e armazenamento, justifiquem inércia presente. Separar contabilmente o que é redução do que é remoção não é tecnicismo: é a condição mínima para saber se uma empresa está de fato descarbonizando ou apenas comprando tempo.

Outro avanço relevante da obra é a análise do Mecanismo do Artigo 6.4 (A6.4), aprovado na COP26. O A6.4 exige que reduções de emissões transferidas no mercado voluntário sejam acompanhadas de ajustes correspondentes nas NDCs dos países anfitriões, impedindo que o mesmo crédito seja contabilizado tanto pela empresa compradora quanto pelo governo do país onde o projeto foi realizado. Para o Brasil, que é simultaneamente signatário com metas próprias e anfitrião de grande parte dos projetos de compensação voluntária no mercado global, essa questão é estratégica e urgente. A ausência de clareza sobre ajustes correspondentes expõe as empresas brasileiras e os projetos aqui sediados a riscos de dupla contagem que podem comprometer sua credibilidade nos mercados internacionais.

É nesse aspecto que reside um dos maiores riscos de perda de credibilidade dessa temática, que precisa ser tratada com rigor técnico, detalhando critérios essenciais para garantir a integridade dos mecanismos de compensação, como  adicionalidade, permanência, prevenção de dupla contagem, rastreabilidade e verificação.

Além disso, ao analisar os principais padrões internacionais de certificação, como VCS (Verra), Gold Standard, Plan Vivo e REDD+, observa-se a expansão das demandas por ações e soluções baseadas na natureza, especialmente relevantes para países com alta disponibilidade de ativos ambientais.

Brasil: entre protagonismo potencial e lacunas estruturais

O tratamento dado à compensação de emissões ganha ainda mais importância quando observado à luz do contexto brasileiro. O país reúne condições únicas: vasta base florestal; potencial significativo em soluções baseadas na natureza; crescente participação no mercado voluntário de carbono.

No entanto, esse potencial convive com desafios estruturais: ausência histórica de regulação consolidada; fragmentação institucional; baixa padronização técnica; risco elevado de práticas de greenwashing.

Nesse cenário, a contribuição do livro vai além da sistematização de conhecimento. A obra atua como um marco de orientação técnica, ajudando a organizar conceitos, estabelecer critérios e antecipar exigências que tendem a se consolidar com o avanço da regulação, como o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), instituído pela Lei Federal no 15.042/2024, e instrumentos de precificação de carbono. Sua estruturação, contudo, segue um roteiro de cinco fases definido pelo Ministério da Fazenda, com entrada gradual das empresas reguladas a partir de 2027 e operação plena prevista para 2030, o que expõe a distância entre o marco legal e o mercado em funcionamento.

Net Zero como estratégia econômica e não apenas ambiental

Ao articular ciência climática, ferramentas de gestão, regulação e mercado, a publicação reforça uma mudança estrutural na forma de compreender a meta Net Zero. Não se trata apenas de sustentabilidade, trata-se de estratégia econômica, competitividade e posicionamento internacional. Essa dimensão merece ser desenvolvida com mais concretude. A taxonomia verde europeia, os requisitos de divulgação climática do ISSB (IFRS S2), o mecanismo de ajuste de carbono na fronteira da União Europeia (CBAM) e as exigências de disclosure da SEC norte-americana já afetam, ou estão prestes a afetar, empresas brasileiras exportadoras e suas cadeias de valor. Não se trata de tendências futuras: são regras em vigor ou em fase final de implementação. Para o setor produtivo brasileiro, adotar metas verificáveis de redução de emissões deixou de ser uma escolha reputacional e passou a ser um pré-requisito de acesso a mercados. A Diretiva (UE) 2024/825, vigente a partir de 27 de setembro de 2026, reforça o combate ao greenwashing ao vedar alegações ambientais genéricas e o uso da expressão neutralidade climática fundada apenas em compensações, com efeito direto sobre as empresas que exportam ao mercado europeu.

Há, porém, uma dimensão que a publicação aborda e que merece visibilidade nesta análise: a justiça climática. A Força-Tarefa para Metas Net Zero e Precificação de Carbono (CPLC), referenciada no livro, é explícita ao afirmar que uma transição bem-sucedida exige que seus custos e benefícios sejam distribuídos de forma equitativa, com proteção especial a comunidades de baixa renda e populações vulneráveis. O livro também discute o papel dos Povos Indígenas e Comunidades Locais (IPLC) na governança de projetos de Soluções Baseadas na Natureza. Para um Brasil que quer liderar a agenda climática global a competitividade exportadora e a justiça na transição são duas faces da mesma credibilidade.

O conjunto de ações sistematizado pela publicação, contribui para inserir o Brasil em um patamar mais sofisticado do debate, possibilitando que as empresas nacionais se integrem com um debate mais amplo e a práticas já consolidadas internacionalmente.

Conclusão: o desafio da integridade climática

Ao estruturar de forma clara a estratégia da descarbonização, desde a definição de metas à avaliação estratégica e ao uso criterioso de compensações, a publicação  Estratégias Net Zero oferece algo ainda escasso nacionalmente: um caminho aplicável, consistente e alinhado à melhor ciência disponível. Em um momento em que a credibilidade climática se torna um ativo central para empresas e países, iniciativas como essa não apenas qualificam o debate, elas redefinem o padrão da ação climática no Brasil.

Além disso, a obra explicita que o maior risco da transição climática não é a ausência de metas, mas a existência de metas sem lastro técnico, cenário que abre espaço para práticas de greenwashing e compromete a credibilidade da agenda climática.

O percurso da obra, das NDCs brasileiras às ferramentas SBTi e ACT, dos padrões de certificação voluntária ao SBCE, das Soluções Baseadas na Natureza ao Artigo 6.4 do Acordo de Paris, revela uma agenda cuja complexidade está à altura de sua urgência.

O Brasil tem ativos únicos: floresta, biodiversidade, capacidade instalada em energias renováveis e um setor privado crescentemente consciente de seu papel. O que ainda falta, como a publicação demonstra com rigor, é a arquitetura institucional que conecte esses ativos a trajetórias verificáveis de descarbonização.

Construir essa arquitetura, com critérios robustos, mecanismos de verificação independente e instrumentos que protejam tanto a integridade climática quanto as comunidades envolvidas, é o verdadeiro desafio do Net Zero no Brasil. Não o da ambição. O da execução.

A credibilidade da agenda climática depende menos da multiplicação de compromissos e mais da consistência das estratégias adotadas. Sem critérios robustos e mecanismos de verificação, o risco não é apenas o fracasso das metas, mas a erosão da confiança no próprio processo de transição climática.

 

[i]  FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS. FGVces. Programa Brasileiro GHG Protocol registra recorde de inventários em 2025. São Paulo: FGV, abr. 2026. Disponível em: https://portal.fgv.br/en/noticias/brazil-registers-record-greenhouse-gas-emissions-inventories-2025. Acesso em: jun. 2026.

[ii] WORLD BANK GROUP. State and Trends of Carbon Pricing 2026. Washington, DC: World Bank, 2026. DOI: 10.1596/978-1-4648-2348-0. Disponível em: https://www.worldbank.org/en/publication/state-and-trends-of-carbon-pricing. Acesso em: jun. 2026.

[iii] CANESI MORINO, C; FERRER, J. T. V.; PIETROBON, T., et al. Estratégias Net Zero: contribuições para definição de metas de redução e compensação de emissões de gases de efeito estufa. São Paulo: Phábrica, 2025. Disponível em: https://www.savinpaiva.com.br/index.php/estrategias-netzero-lancamento-do-livro/. Acesso em: jun. 2026.

[iv] Autores da publicação: Camila Canesi Morino, Carolina Corrêa Moro, Cristiane Lima Cortez, Daniel Soler Huet, Fernanda Rotta, Flavia Scarpinella Bueno, Gabriel Andrade Ferreira de Moura, Isabelle Carvalho Gonçalves, Josilene Ticianelli Vannuzini Ferrer, Marcos Vinicius Maceno, Natascha Trennepohl, Renata Fernandes Vieira Camargo, Ricardo Esparta, Patrícia Macedo Guimarães e Thiago Pietrobon.

[v] ROGELJ, J. et al. Net-zero emissions targets are vague: three ways to fix, to limit warming […]. Nature, London, v. 591, n. 7850, 18, Mar. 2021. Supplementary information: Net-zero targets are too opaque. Opinion: Comment 16 March 2021. ISSN 1476-4687 (online). Disponível  em: https://www.nature.com/articles/d41586-021-00662-3. Acesso em: jun. 2026.

[vi] CARTON, W.; LUND, J. F.; DOOLEY, K. Undoing Equivalence: Rethinking Carbon Accounting for Just Carbon Removal.  v.3, abril. 2021. DOI https://doi.org/10.3389/fclim.2021.664130. Disponível em: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fclim.2021.664130/full. Acesso em: jun. 2026.

 

*A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião do Observatório do Terceiro Setor.

 

Sobre os autores:

Camila Canesi Morino — Advogada ambiental, fundadora da Canesi Morino Advocacia. Especializada em Conformidade Ambiental pela CETESB e em Direito Processual Civil pela Escola Paulista da Magistratura. Coordenadora e autora do livro Estratégias Net Zero: contribuições para definição de metas de redução e compensação de emissões de gases de efeito estufa (Phábrica, 2025). Integra a Comissão de Clima da OAB-SP, da UBAA, da LACLIMA e da ANAMMA Mulheres. Reconhecida pelo Leaders League por Práticas Notáveis em Direito Ambiental (2024, 2025 e 2026).

Josilene Ticianelli Vannuzini Ferrer — Doutora e Mestre em Ciência Ambiental pelo IEE/PROCAM/USP. Observadora das COPs da UNFCCC desde 2005 e membro consultivo da Comissão de Clima da OAB-SP e do IASP. Coordenadora e autora do livro Estratégias Net Zero: contribuições para definição de metas de redução e compensação de emissões de gases de efeito estufa (Phábrica, 2025). Integra o ANAMMA Mulheres e o Instituto Planeta Verde. Analista sênior de cooperação internacional da CETESB. Professora, palestrante e colunista.

Thiago Augusto Ortega Pietrobon — Biólogo. Empresário. Diretor do grupo Ecosuporte. Diretor de Meio Ambiente da ABRAVA e Diretor no Departamento de Meio Ambiente da FIESP. Coordenador e autor do livro Estratégias Net Zero: contribuições para definição de metas de redução e compensação de emissões de gases de efeito estufa (Phábrica, 2025). Consultor para agência da ONU (PNUD) e para a agência de cooperação Alemanha-Brasil (GIZ).