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  1. Avatar Paulo Andrade
    03/05/2019 @ 08:10

    Li com interesse o texto, que tem boa informação. Mas faltam números que mostrem que é a agricultura familiar que traz 70% do alimento que chega à mesa do brasileiro. Primeiro, 70% em variedade ou em peso/volume? Se for em variedade, é possível, mas será preciso ver os dados, em vez de repetir o que está em todos os sites da internet, de novo sem dados. Se for em volume/peso, desconfio que a informação está profundamente equivocada. Basta ver a dieta básica do brasileiro e constata-se imediatamente que uma enorme parcela dela vem de produtos plantados por pequenos, médios e grandes produtores, com uma participação apenas marginal da agricultura familiar. Por exemplo, o feijão e o arroz provêm na sua imensa maioria de pequenos e médios produtores. Todos os derivados de trigo, milho e soja, idem, sem os quais não se come macarrão, pão, cuscuz e um mundo de outra coisas. Além disso, milho e soja são transformados em ovos, carne e leite, que chega diretamente à mesa dos brasileiros. Esses dois grãos são produzidos pela agro-indústria e, embora exportados, são empregados em enorme escala no Brasil. Acrescente-se a esses alimentos o açúcar, o café, a laranja, a cebola, em boa parte o tomate (o menos o industrializado na forma de extratos e molhos), o alho, e já dá para perceber que a conta dos 70% deve estar errada. Se botarmos aí a farinha de mandioca, a tapioca e outros derivados da mandioca, que hoje são produzidos em boa parte por pequenos e médios produtores, a afirmação do título da matéria passa a ficar muito pouco plausível. Repetir afirmações sem dados ou fontes não contribui para o diálogo… Como eu também não forneci números, apenas fiz considerações quantitativas com base no pouco que conheço da agricultura brasileira, estou empatado com a Isabela.

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