Brasil ocupa 2º lugar no ranking mundial de exploração sexual de crianças

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Por ano, o Brasil registra 500 mil casos de exploração sexual contra crianças e adolescentes. São mais de 1.369 por dia. E estimativas apontam que apenas 10% dos casos sejam notificados às autoridades

O Brasil está em 2º lugar no ranking mundial de exploração sexual de crianças e adolescentes. O país perde apenas para a Tailândia.

A informação vem de estudos de organizações da sociedade civil e dados governamentais, que motivaram a criação da campanha de conscientização ‘Números’, do Instituto Liberta.

A iniciativa recebeu apoio do Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Por ano, o Brasil registra 500 mil casos de exploração sexual contra crianças e adolescentes. São mais de 1.369 por dia. E um estudo produzido pela Childhood Brasil em 2019 apontou que apenas 10% dos casos de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes são, de fato, notificados às autoridades.

O estudo ainda esclarece que 75% das vítimas são meninas e, em sua maioria, negras. Elas são vítimas de espancamentos, estupros, estão sujeitas ao vício em álcool e drogas, bem como Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

As crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração podem vivenciar a violência sexual de várias maneiras:

– Sequelas físicas tais como lesões, doenças sexualmente transmissíveis, hematomas e, no pior dos casos, gestações que oferecem risco de vida para a criança/adolescente e feto;

– Traumas que podem culminar em problemas para a criação de laços afetivos e emocionais, algo que impacta diretamente toda a vida da vítima;

– Dificuldades na manutenção de uma vida sexual saudável na fase adulta;

– Tendência para o excesso de sexualização de relacionamentos sociais na fase adulta;

– Dependência de substâncias lícitas e ilícitas.

Uma das formas de denunciar essa grave violação de direitos é por meio do Disque 100. A ligação é gratuita e a denúncia pode ser feita de forma anônima.

Fonte: ChildFund Brasil


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