Depois de 11 anos, Síria ainda é a maior crise de deslocamento forçado

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Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reforça apelos para apoio internacional à Síria, que continua sendo a maior crise de deslocamento forçado do mundo

Depois de 11 anos, Síria ainda é a maior crise de deslocamento forçado
Foto: ACNUR/Diego Ibarra Sánchez

Por Juliana Lima

Depois de 11 anos desde o início da guerra, a Síria continua sendo a maior crise de deslocamento forçado do mundo. São mais de 13 milhões de pessoas que fugiram do país ou estão deslocadas dentro do país, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Segundo a organização, a maioria das pessoas refugiadas da Síria vive hoje em situação de pobreza. As perspectivas são ainda piores para as mais vulneráveis, como mães solo, crianças que vivem sem cuidados e pessoas com deficiência.

Países vizinhos, como o Líbano, a Turquia e a Jordânia, receberam mais de 5,6 milhões de refugiados sírios nos últimos 11 anos, mas têm sofrido pressões econômicas, principalmente com o impacto da pandemia de Covid-19. Por isso, o ACNUR apela para um apoio contínuo da comunidade internacional.

Enquanto isso, mais de 6,9 milhões de pessoas ainda estão deslocadas dentro da Síria e 14,6 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária e outras formas de assistência. Cerca de 5,9 milhões de pessoas precisam de ajuda para garantir acomodações seguras, e muitas ainda enfrentam desafios para acessar serviços básicos como educação e saúde.

Em 2021, o ACNUR monitorou também o retorno de cerca de 36 mil refugiados ao país. Entre os vários fatores para a decisão de retornar ou não, estão a segurança, os direitos de propriedade e as oportunidades de subsistência. Muitos sírios deslocados internamente também voltaram para casa, aumentando as necessidades gerais de reintegração.

De acordo com a Agência da ONU, em 2021, menos da metade do financiamento necessário para o Plano Regional de Refugiados e Resiliência para responder à crise de refugiados na Síria foi recebida. Já em 2022, o ACNUR recebeu apenas 7% dos US$ 465,2 milhões necessários para continuar seu trabalho na Síria.

Os apelos por apoio serão fortificados até maio deste ano, quando acontecerá a Conferência de Doadores ‘Apoiando o Futuro da Síria e da Região’.

Para fazer uma doação individual e apoiar os refugiados da Síria, acesse o site.