Plataforma gratuita auxilia jovens no voto consciente

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Iniciativa oferece aulas online e pretende alcançar 5 milhões de jovens eleitores até o primeiro turno das eleições de 2022

Pessoa pressiona o botão "confirma" na urna eletrônica
Foto: Antonio Augusto/Ascom/TS

por Julia Bonin

O Brasil registrou um número recorde de eleitores jovens que tiraram o título para exercer seu direito ao voto em 2022, revertendo um cenário crescente de abstenção dos mais novos nos últimos anos. Nesta eleição, serão mais de 2 milhões de adolescentes entre 16 e 17 anos aptos a votar, segundo o IBGE. Mas estar apto não é o suficiente, o objetivo é que esses eleitores tenham conhecimento para fazer escolhas conscientes.

A Escola de Mudadores é uma iniciativa da ONG Think Twice Brasil em parceria com a produtora audiovisual Pepita que tem como objetivo engajar os jovens na política através do voto. A plataforma é online, gratuita, suprapartidária e não tem fins lucrativos. Por meio de videoaulas e um miniguia, o projeto deve explorar temas como direitos humanos, desigualdades, violências, meio ambiente e fake news. Além disso, oficinas e encontros online auxiliam no aprofundamento dos tópicos.

“A ideia é que as videoaulas sejam reproduzidas em sala de aula, que sejam discutidas com profundidade, que as reflexões atravessem os muros das escolas e sejam levadas pelos alunos de forma não violenta”, afirmou Gabriele Garcia, idealizadora do projeto e fundadora da Think Twice.

Após uma campanha para alistar novos eleitores no primeiro semestre, a Escola de Mudadores agora quer capacitar os jovens para uma tomada de consciência política para que se tornem cidadãos ativos. Tanto jovens como educadores podem acessar a plataforma, que oferece também um Mini Manual de Mobilização de Mudanças, incentivando o engajamento em causas socioambientais.

O conteúdo do programa é dividido em quatro módulos, com cinco aulas cada, que representam também “quatro níveis de consciência”: eu, nós, todos e tudo. Entre as aulas disponibilizadas, estão “Racismo estrutural”, “Violência contra a mulher” e “Fake news e direito à verdade”.

O acesso à plataforma é totalmente gratuito e pode ser feito através de um simples cadastro no site.


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