Violações de direitos humanos aumentaram no Brasil, em 2020

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A Anistia Internacional afirma que a administração do atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), agravou ainda mais a situação de minorias sociais

Foto: Apib Comunicação | Flickr/CC

Por: Isabela Alves

Em 2020, as violações de direitos humanos aumentaram no Brasil, em plena pandemia. É o que informa um relatório feito pela Anistia Internacional.

O ‘Informe 2020/21: O estado dos Direitos Humanos no Mundo‘ mostra como a crise sanitária potencializou ainda mais a desigualdade social do país.

27 milhões de pessoas passaram a viver na extrema pobreza, com menos de R$ 246 ao mês. Também cresceu a violência de gênero e a violência policial em favelas e periferias. Entre janeiro e junho no Brasil, 79% das pessoas que foram vítimas da violência policial eram negras.

Em comparação com o ano anterior, a violação policial aumentou em 7,1%, ou seja, são 17 mortes por dia.  

Também foi registrado o aumento de perseguições a ONGs, jornalistas, ativistas, defensores, defensoras de direitos humanos e movimentos sociais.

A Anistia ainda afirma que a administração do atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), agravou a situação de minorias sociais, como a população negra, povos indígenas, comunidades quilombolas, populações tradicionais, moradores de favelas e periferias, mulheres, LGBTQIs, quilombolas, migrantes e refugiados, pessoas em situação de rua e pessoas em privação de liberdade.

A região da América Latina e Caribe continua a ser a mais perigosa para os defensores dos direitos humanos, especialmente para aqueles que defendem a terra, o território e o meio ambiente.

A liberdade de expressão continua ameaçada no Brasil, Bolívia, Cuba, Uruguai, Venezuela e México, sendo que o último foi eleito o país mais letal para jornalistas no mundo.

Para baixar o relatório, clique aqui.


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