Outubro Rosa: Habitat Brasil destaca papel da moradia digna na saúde das mulheres
Direitos Humanos“Não existe saúde integral sem moradia digna”, afirmou Mohema Rolim, Gerente de Programas da ONG Habitat para a Humanidade Brasil

Em meio à campanha do Outubro Rosa, a ONG Habitat para a Humanidade Brasil alerta para outro problema que atinge a saúde de milhões de mulheres, a falta de moradia digna, água e saneamento básico. Segundo a organização, essas lacunas dificultam a prevenção e acesso ao tratamento de doenças como o câncer de mama.
Nesse sentido, a ONG Habitat Brasil divulgou o relatório “Sem moradia digna, não há justiça de gênero”, evidenciando que 62,6% dos domicílios em déficit habitacional são chefiados por mulheres. O estudo também mostrou que mais de 938 mil mulheres e meninas foram despejadas ou ameaçadas de remoção forçada no país, desde 2020.
“Não existe saúde integral sem moradia digna. A falta de ventilação, de iluminação e de saneamento afeta o corpo, a mente e a autoestima das mulheres. Quando olhamos para o Outubro Rosa, é fundamental lembrar que a prevenção começa com o acesso a condições básicas de vida”, destacou em nota, Mohema Rolim, Gerente de Programas da Habitat para a Humanidade Brasil.
Ainda em nota, a ONG Habitat Brasil trouxe números para evidenciar a vulnerabilidade social no quesito acesso à água e saneamento. O estudo “Com sede de esperança” revelou que 35 milhões de pessoas no Brasil não têm acesso à água tratada e 100 milhões vivem sem sistema de esgoto. Entre as mulheres, os números são ainda mais severos, já que 2,4 milhões delas não possuem água canalizada e 2,3 milhões não têm banheiro próprio.
“Sem infraestrutura básica, o cuidado com o corpo e a higiene menstrual se tornam desafios diários — agravando riscos de infecções e dificultando o diagnóstico precoce de doenças”, afirmou a organização, em nota.
Sobre a Habitat para a Humanidade Brasil
A Habitat para a Humanidade Brasil é uma organização da sociedade civil que, há mais de 30 anos, atua para combater as desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver. Presente em mais de 70 países, a organização promove a incidência em políticas públicas pelo direito à cidade e soluções de acesso à moradia, à água e ao saneamento, em articulação com diversos setores e comunidades.
