Pesquisa revela que Brasil é um país preconceituoso

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Principais vítimas do preconceito são mulheres, negros, grupos LGBT e pessoas consideradas gordas

Por: Isabela Alves

O preconceito está muito presente no cotidiano dos brasileiros, mesmo que alguns não percebam. Segundo uma pesquisa realizada pela SKOL em parceria com o IBOPE Inteligência, comentários como “mulher tem que se dar ao respeito”, “isso é coisa de viado. É viadagem” e “não sou preconceituoso, até tenho um amigo negro” continuam sendo reproduzidos diariamente pela sociedade.

O estudo se baseou em quatro tipos de preconceitos mascarados por frases habituais: machismo, estético, LGBTFOBIA e racial. A pesquisa mostra que 83% dos entrevistados não se declaram preconceituosos, mas 73% já fizeram algum comentário agressivo, ou seja, 7 entre cada 10 brasileiros. Apesar de 45% dos brasileiros conseguirem perceber o preconceito em seu dia a dia, metade afirmou não reagir ao ouvir um comentário preconceituoso.

Na questão das discriminações declaradas, a mais prevalente é a homofobia, expressa por 29% dos brasileiros que admitem ter preconceito, seguido do preconceito religioso (20%) e o machismo (7%).

Entre os preconceitos mais praticados, ainda que não sejam notados ou admitidos, estão o machismo, com 61%; o racismo (46%); a LGBTfobia (44%); e os preconceitos estéticos, como a gordofobia (30%). Entre as expressões mais ouvidas estão “mulher tem que se dar ao respeito” (92%), “mulher no volante, perigo constante (90%)”, “isso é coisa de viado. É viadagem” (88%) e “toda negra ou mulata tem samba no pé” (87%).