Registros de Aids/HIV crescem pelo 3° ano consecutivo

Direitos Humanos
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Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde sobre Aids/HIV, houveram 46.495 novos registros de infecções pelo HIV em 2023, um aumento de 4,5% em relação a 2022

Imagem: Canva

No dia 11 de dezembro, o Ministério da Saúde divulgou um novo boletim epidemiológico sobre Aids/HIV no Brasil. As informações apontam que houve uma alta de 2,5% nos registros de Aids e 4,5% nos de HIV, entre 2022 e 2023. O crescimento ocorre pelo terceiro ano consecutivo, com os números mais altos desde 2019.

Divulgado por meio do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (Dathi/SVSA), o documento mostrou que a taxa de mortalidade por Aids foi a menor desde 2013. De acordo com nota do Ministério da Saúde, as informações demonstram o aumento da capacidade de diagnóstico da doença nos serviços de saúde do Brasil.

Neste mês acontece o Dezembro Vermelho, representando o período de conscientização sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e Aids. A FAPESP e o Instituto do Legislativo Paulista realizaram um seminário intitulado como “Aids em perspectiva: estratégias de diagnóstico, tratamento e prevenção”, no dia 2 de dezembro, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O evento foi transmitido online e debateu os desafios ainda impostos pela Aids/HIV. “Este é um assunto extremamente relevante, que ficou de fora da atenção geral por alguns anos, mas é permanentemente um enorme desafio de saúde pública no Brasil e no mundo”, disse Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da FAPESP, na abertura do seminário.

Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, cerca de 1 milhão de pessoas vivem com HIV no Brasil. Outras informações do boletim apontam para o recorte racial relacionado às mortes por HIV/Aids, mostrando que mais de 60% das vítimas fatais da doença são negras.