Supremo Tribunal Federal aprova criminalização da LGBTfobia

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Declarações homofóbicas e transfóbicas agora serão punidas como racismo

Por: Isabela Alves

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a homofobia e a transfobia são crimes no Brasil. Agora, os atos preconceituosos contra a população LGBTQI+ serão enquadrados no crime de racismo.

Será considerado crime quem praticar, induzir ou incitar o preconceito em razão da orientação sexual. A pena prevista para esses casos é de um a três anos, além de uma multa. Ainda, nos casos em que ocorrer a divulgação de atos homofóbicos nos meios de comunicação, como as redes sociais por exemplo, a pena será de dois a cinco anos, além de multa.

Foram 8 votos a favor da criminalização e 3 contra. Os ministros que votaram a favor foram: Cármen Lúcia, Celso de Mello, Luis Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Os que votaram contra foram: Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Dias Toffoli.

Vale ressaltar que, mesmo com esta decisão, não será criminalizado dizer em templos religiosos que se é contra as relações homossexuais.

Dados da violência contra a população LGBTQI+ no Brasil

O Brasil é um dos países que mais matam LGBTs no mundo. Entre 1º de janeiro e 20 de setembro de 2017, o Grupo Gay da Bahia registrou 277 pessoas LGBTIQ+ assassinadas no país.

Ainda, a expectativa de vida de transexuais e travestis no Brasil é de 35 anos, menos de metade da média nacional (75 anos). Em 2017, houve aumento de 24% no número de assassinatos transfóbicos. No total, foram 179 mortes, 35 a mais do que em 2016. Os estados que mais matam pessoas transexuais são Minas Gerais, Bahia e São Paulo, segundo levantamento realizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA).

Fontes: G1 e UOL