Filantropia em movimento
Cultura de Doação
Por Luiza Serpa
Uma coisa que aprendi desde cedo e fez e faz diferença na minha vida, é estar em movimento.
Trago isso para tudo, inclusive para esse nosso papo aqui sobre filantropia.
Dentro da filantropia o que seria estar em movimento?
Volta e meia me deparo com matérias, algumas pagas é verdade, sobre a nova cara da filantropia, o novo momento da filantropia. Organizações reinventando nomenclaturas, até a gente entrou nessa de mudar a assinatura na logo para filantropia ativa, e a ideia foi minha rs.
E por que tudo isso? Queremos estar na tendência, na vanguarda, na ponta da lança. Se tudo isso nos trouxer resultado diferentes dos atuais, ponto para a gente. Mas será?
Ou será que estamos colocando roupa nova em práticas antigas, novos atores com textos repetidos?
Falar sobre filantropia fora dos nossos muros é um trabalho árduo e muitas vezes, frustrante. Trazer o óbvio, os dados, a realidade para quem não quer ouvir é um enorme desafio. Mas voltando à conversa do movimento, acredito que seguir nele é estar conectada com o sonho, com a esperança. Estar agindo constantemente em construir a utopia, ou fazer parte de quem se importa com a mudança.
Ouço lideranças comunitárias, que trazem repertórios novos para mim, aprendo e reconheço os lugares de partida de cada uma delas e me vejo com uma peça da engrenagem, que faz esse movimento acontecer. Estou em movimento e construo uma filantropia ativa que se movimenta.
E você? Qual seu lugar nesse mundo? Para onde se movimenta?
*A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião do Observatório do Terceiro Setor
