Filantropia em movimento

Cultura de Doação
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Imagem: Adobe Stock

 

Por Luiza Serpa

 

Uma coisa que aprendi desde cedo e fez e faz diferença na minha vida, é estar em movimento.

Trago isso para tudo, inclusive para esse nosso papo aqui sobre filantropia.

Dentro da filantropia o que seria estar em movimento?

Volta e meia me deparo com matérias, algumas pagas é verdade, sobre a nova cara da filantropia, o novo momento da filantropia. Organizações reinventando nomenclaturas, até a gente entrou nessa de mudar a assinatura na logo para filantropia ativa, e a ideia foi minha rs.

E por que tudo isso? Queremos estar na tendência, na vanguarda, na ponta da lança. Se tudo isso nos trouxer resultado diferentes dos atuais, ponto para a gente. Mas será?

Ou será que estamos colocando roupa nova em práticas antigas, novos atores com textos repetidos?

Falar sobre filantropia fora dos nossos muros é um trabalho árduo e muitas vezes, frustrante. Trazer o óbvio, os dados, a realidade para quem não quer ouvir é um enorme desafio. Mas voltando à conversa do movimento, acredito que seguir nele é estar conectada com o sonho, com a esperança. Estar agindo constantemente em construir a utopia, ou fazer parte de quem se importa com a mudança.

Ouço lideranças comunitárias, que trazem repertórios novos para mim, aprendo e reconheço os lugares de partida de cada uma delas e me vejo com uma peça da engrenagem, que faz esse movimento acontecer. Estou em movimento e construo uma filantropia ativa que se movimenta.

E você? Qual seu lugar nesse mundo? Para onde se movimenta?

 

*A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião do Observatório do Terceiro Setor

 

Luiza Serpa

Luiza Serpa é fundadora e diretora do Instituto Phi, única brasileira no Conselho Estratégico da rede Latimpacto, Responsible Leader da BMW Foundation, fellow da Skoll Foundation, integrante do Conselho da rede NEXUS Global, membro da Entrepreneur’s Organization (EO). Faz parte do comitê da Plataforma Conjunta e foi reconhecida como Empreendedora Social do Ano pela Folha em 2020. Luiza contou sua história num capítulo do livro “Mulheres do Terceiro Setor”, da Editora Leader, que aborda as histórias, cases, aprendizados e vivências de 18 empreendedoras sociais ao longo de sua carreira.