Aldeias Infantis SOS recebe em Brasília primeiras famílias venezuelanas após assumir a continuidade do Brasil Sem Fronteiras
Impacto das ONGs
A Aldeias Infantis SOS, organização que lidera o maior movimento de cuidado no mundo, recebeu, neste mês, em Brasília (DF), as primeiras famílias venezuelanas que migraram para o Brasil desde que assumiu, no final do ano passado, a continuidade do programa Brasil Sem Fronteiras, iniciativa humanitária de apoio a refugiados e migrantes, desenvolvida em 2018, em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
O grupo acolhido no Distrito Federal é composto por 13 famílias venezuelanas, totalizando 60 pessoas, sendo 21 crianças, 10 adolescentes e 29 adultos. Todos eles ficarão sob os cuidados da Organização, que anunciou, em novembro passado, a obtenção de 100% dos recursos necessários para manter o Brasil Sem Fronteiras por meio de recursos próprios.
Na ocasião, a Aldeias Infantis SOS obteve um aporte financeiro de cerca de € 2 milhões — mais de R$ 12,4 milhões — da Children’s Village Worldwide (CVW), organização que integra a estrutura global da Aldeias Infantis SOS, presente em mais de 130 países. Os recursos garantem a continuidade da iniciativa humanitária pelos próximos dois anos, com a expectativa de beneficiar 960 pessoas.
Além de assumir a continuidade do projeto humanitário, a Aldeias Infantis SOS também anunciou a expansão da atuação territorial dos trabalhos desenvolvidos pelo Brasil Sem Fronteiras. Dessa forma, somado ao acolhimento de famílias venezuelanas nas capitais São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília, o projeto passará a atender, ainda este ano, Manaus (AM), reconhecida como uma das principais portas de entrada de refugiados no país.
Desde 2018, o Brasil Sem Fronteiras já beneficiou mais de 5 mil pessoas em sete anos, sendo majoritariamente famílias venezuelanas e afegãs que deixaram seus países de origem em razão de crises, conflitos e perseguições, e encontraram no Brasil abrigo seguro e a oportunidade de recomeçar.
