Exposição em Congonhas retrata impacto de eventos climáticos extremos na vida de refugiados

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Mostra fotográfica promovida pelo ACNUR apresenta histórias reais de deslocados que, após fugirem de guerras e perseguições, enfrentaram novas tragédias ambientais

Exposição em Congonhas retrata impacto de eventos climáticos extremos na vida de pessoas refugiadas
Imagem: Divulgação

O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, recebe até o dia 15 de setembro a exposição “Perder tudo. Novamente. O impacto de eventos climáticos extremos em pessoas forçadas a se deslocar”. A iniciativa é realizada pelo ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, em parceria com a Aena, concessionária que administra o aeroporto.

Instalada no corredor que conecta embarque e desembarque, a mostra apresenta histórias reais de pessoas refugiadas e deslocadas que, após fugirem de guerras, perseguições ou violência, foram novamente atingidas por tragédias ambientais, como enchentes, secas severas e terremotos em diferentes partes do mundo.

A exposição evidencia que o deslocamento forçado e os eventos climáticos extremos estão cada vez mais interligados, afetando com maior intensidade populações já em situação de vulnerabilidade.

Impactos múltiplos sobre os mais vulneráveis

“Discutir o duplo, às vezes triplo impacto enfrentado por pessoas refugiadas em contextos de desastres ambientais é mais urgente do que nunca. Evento climáticos extremos também podem ser a causa do deslocamento de pessoas, para além de impactar aqueles que já perderam tudo. A inclusão dessas pessoas em políticas de prevenção, adaptação e resiliência, respostas emergenciais e reconstrução é chave para efetivar os direitos dos mais vulneráveis e garantir proteção, dignidade e oportunidades”, afirma em nota à imprensa, Davide Torzilli, Representante do ACNUR no Brasil.

Para Kleber Meira, diretor-executivo do Aeroporto de Congonhas, a escolha do local reforça o simbolismo da mostra.

“Um aeroporto é um ponto de partida e recomeço para milhões de pessoas, inclusive aquelas que foram forçadas a deixar tudo para trás. Às vésperas da COP 30, dar visibilidade a essas histórias é uma forma de lembrar que os impactos ambientais vão além de estatísticas: eles têm rosto, nome e trajetórias de coragem que precisam ser conhecidas”, pontua.

Emergência climática no Brasil

O Brasil enfrentou, em 2024, a maior emergência climática de sua história com as enchentes no Rio Grande do Sul. Entre os mais de 2,4 milhões de afetados, cerca de 43 mil eram pessoas refugiadas e solicitantes de refúgio, muitas vindas da Venezuela e do Haiti, que já enfrentavam enormes desafios para recomeçar suas vidas no país.

O ACNUR atua em todo o mundo com respostas emergenciais, proteção e inclusão de refugiados e comunidades acolhedoras. No Brasil, esse trabalho é viabilizado pelo apoio de pessoas e empresas que se solidarizam com a causa. As doações financeiras são essenciais para garantir abrigo, água potável, assistência médica e apoio psicossocial às populações mais afetadas.

Convite

Mais do que uma mostra fotográfica, a exposição é um convite à reflexão e à solidariedade. Ao retratar histórias de quem precisou recomeçar mais de uma vez, o ACNUR reforça a importância de garantir que todas as pessoas, especialmente as mais vulneráveis, tenham acesso à proteção, dignidade e oportunidades.

Sobre o ACNUR

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) trabalha para salvar vidas, assegurar os direitos e garantir um futuro digno para as mais de 122 milhões de pessoas forçadas a deixar suas casas devido a guerras, conflitos, perseguições ou violações dos direitos humanos. Sua missão é garantir que pessoas refugiadas, solicitantes de refúgio, apátridas e deslocadas internas a viver com dignidade e segurança, com acesso a abrigo, assistência humanitária, serviços básicos e oportunidades de reconstruir suas vidas. No Brasil, o ACNUR trabalha em parceria com autoridades públicas, sociedade civil e setor privado para promover a inclusão e a solidariedade. Para continuar oferecendo proteção e apoio às pessoas que mais precisam, o ACNUR conta com doações de indivíduos, empresas e governos.

Sobre a Aena Brasil

Aena Brasil é marca registrada da espanhola Aena, maior operadora aeroportuária do mundo, responsável pela gestão de 79 aeroportos e dois heliportos em seis países. A companhia também é líder no Brasil, onde administra 17 aeroportos em nove estados, respondendo por 20% da malha aérea nacional e pela operação de Congonhas, o segundo maior em embarques e desembarques. Em 2024, seus terminais movimentaram mais de 438 milhões de passageiros, sendo 309 milhões na Espanha e 43 milhões no Brasil. Desde 2020, gere os aeródromos de Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB). Em 2023, assumiu Congonhas (SP), Campo Grande (MS), Uberlândia (MG), Santarém (PA), Marabá (PA), Montes Claros (MG), Parauapebas (PA), Uberaba (MG), Altamira (PA), Ponta Porã (MS) e Corumbá (MS). Os dois blocos são administrados por diferentes sociedades de propósito específico: Aeroportos do Nordeste do Brasil (ANB) e Bloco de Onze Aeroportos do Brasil (BOAB). Na Espanha, a Aena opera 46 aeroportos e 2 heliportos. É acionista controlador, com 51%, do aeroporto de Londres-Luton no Reino Unido, além de participar na gestão de aeroportos no México (12), Jamaica (2) e Colômbia (1).