Instituto Black Jaguar leva experiências de restauração ecológica à COP30

Impacto das ONGs
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Instituto Black Jaguar apresenta ações de reflorestamento e fortalecimento comunitário em um dos maiores projetos de restauração florestal do mundo

Instituto Black Jaguar leva à COP30 experiências de restauração ecológica na Amazônia e Cerrado
Imagem: Divulgação

A restauração ecológica da Amazônia e do Cerrado ganha destaque na 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorre em Belém–PA, de 10 a 21 de novembro. O Instituto Black Jaguar participará do evento levando sua experiência em reflorestamento em larga escala e promovendo debates sobre protagonismo comunitário e bioeconomia no Corredor da Biodiversidade do Araguaia, região que conecta ambos os biomas.

Durante o evento, o Instituto participa de painéis, encontros paralelos e exposições, reforçando seu compromisso com a transição ecológica e o desenvolvimento sustentável. No dia 15 de novembro, às 10h, a organização apresenta o painel “O Corredor de Biodiversidade do Araguaia: Restaurando Paisagens e Empoderando Comunidades”, na Casa da Restauração do IIS, dentro da Zona Azul (Blue Zone) da COP30.

A proposta é mostrar como o projeto vem transformando o chamado Arco do Desmatamento em um Arco da Restauração, impulsionando a geração de renda, a recuperação de ecossistemas e o fortalecimento das comunidades locais.

Já no dia 19 de novembro, das 14h às 15h, o Instituto promove o painel “Sementes do Amanhã: Restauração ecológica e protagonismo comunitário na Amazônia e Cerrado”, no espaço Chalet da Estação Amazônia Sempre, realizado no Museu Goeldi. A iniciativa foi selecionada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em reconhecimento ao seu impacto social e ambiental.

O debate reunirá representantes da Ressemear, iniciativa da própria Black Jaguar; do Redário, rede promovida pelo Instituto Socioambiental (ISA); e da Sementes do Paraíso, grupo de coletores do Cerrado. As discussões abordarão o papel das comunidades locais na cadeia da restauração e o fortalecimento de uma economia socioambiental de base comunitária.

Bioeconomia e protagonismo local no Araguaia

A Black Jaguar também estará presente no Pavilhão Pará da COP30, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Santana do Araguaia (PA), apresentando resultados do maior viveiro de mudas nativas do sul do estado, com capacidade para mais de 650 mil mudas por ciclo.

A atuação da organização se destaca pela criação da Ressemear – Rede de Sementes do Araguaia, que reúne mais de 115 coletores, sendo 69% mulheres, organizados em sete grupos comunitários. Juntos, já comercializaram 7 toneladas de sementes de 60 espécies nativas, movimentando R$ 340 mil e consolidando uma cadeia produtiva que une conservação ambiental e geração de renda.

“Levar a experiência de restauração da Black Jaguar e do engajamento comunitário – que é a base que faz toda essa engrenagem girar – para a COP30 é uma oportunidade de mostrar que é possível unir ciência, gestão local, protagonismo social, meio ambiente e produção para recuperar ecossistemas e gerar novas economias de base comunitária e florestal”, destaca Diogo Ferraz e Castro, Diretor de Captação de Recursos e Parcerias Corporativas da Black Jaguar, que mediará o debate sobre a coleta de sementes em evento promovido pela Estação Amazônia Sempre.

Desafios e metas 

O Brasil se comprometeu, no Acordo de Paris, a restaurar 12 milhões de hectares de vegetação até 2030. Apesar dos avanços, o ritmo ainda é insuficiente: segundo o Observatório da Restauração e Reflorestamento, cerca de 150 mil hectares foram recuperados entre 2022 e 2024.

Nesse cenário, o projeto da Black Jaguar é considerado estratégico. Desde 2010, a instituição atua na restauração do Corredor de Biodiversidade do Araguaia, com a meta de recuperar 1 milhão de hectares ao longo de 2.600 km do rio Araguaia em 20 anos. O projeto já promoveu o plantio de mais de 1,2 milhão de árvores nativas e integra produtores rurais, comunidades e pesquisadores.

Para o fundador e CEO do Instituto, Ben Valks, restaurar ecossistemas vai além do plantio de árvores.

“A restauração precisa ser vista como parte de uma nova economia amazônica e de outros biomas – uma economia que valoriza a floresta em pé, o conhecimento local e a regeneração da vida”, afirma.

Serviço

Estande do Instituto Black Jaguar – Pavilhão Pará
17 a 21 de novembro – 10h às 19h
Pavilhão de Feiras do Centro de Convenções da Centenário (Av. Augusto Montenegro, Belém/PA)

Painel “O Corredor de Biodiversidade do Araguaia: Restaurando Paisagens e Empoderando Comunidades”
15 de novembro – 10h às 11h30
Casa da Restauração do IIS – Zona Azul (Blue Zone) – Acesso restrito a credenciados da COP30

Painel “Sementes do Amanhã: Restauração ecológica e protagonismo comunitário na Amazônia e Cerrado”
19 de novembro – 14h às 15h
Estação Amazônia Sempre – Espaço Chalet, Museu Goeldi (Belém/PA)