Mulheres que transformam territórios: a força feminina que fortalece o Instituto Uevom

Impacto das ONGs
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Diretornas do Instituto Uevom

No Dia Internacional da Mulher, o Instituto Uevom, uma organização social que articula esporte, educação e assistência social, reforça o protagonismo de mulheres que, a partir da escuta e do compromisso com o trabalho social desenvolvido, constroem caminhos de transformação social em territórios marcados pela vulnerabilidade.

Responsáveis pelas áreas estratégicas da instituição, Cátia Simão, Aline Cunha e Luciana Rocha representam lideranças que unem técnica, cuidado com as pessoas e visão de futuro, além de mostrarem a ocupação de espaços de decisão como forma potente de promover justiça social.

Liderança técnica com estratégia, empatia e visão de futuro

A diretora técnica do Uevom, Cátia Simão, é uma profissional de Educação Física, com mais de 20 anos de atuação em projetos sociais. Ela construiu sua trajetória a partir da vivência direta em territórios em situação de vulnerabilidade, iniciada na Vila Olímpica Seu Amaro, na Maré. Hoje, como diretora técnica da Instituição, é a responsável por estratégias cujo objetivo é fortalecer as ações institucionais com um olhar que integra técnica e sensibilidade social.

Para Cátia, liderar nesses contextos exige capacidade de adaptação, compromisso com a dignidade humana e foco na transformação real gerada na ponta. “Aprendi que liderar é servir com estratégia. A técnica é essencial, mas é o olhar atento e a escuta que acolhem e sustentam a mudança”, afirma.

Ao refletir sobre os desafios enfrentados como mulher em posições de liderança, Cátia destaca: a sensibilidade feminina não fragiliza a gestão, ao contrário, qualifica as decisões. “A sensibilidade na liderança não é sobre ser suave, mas sobre ser precisa”, salienta. Para ela, sua liderança, enquanto mulher negra, traz uma sabedoria estratégica de contexto fundamental para transformar diagnósticos complexos em ações de dignidade, inspirando novas gerações e fortalecendo uma governança mais justa, inovadora e conectada à realidade dos territórios.

De aluna à diretora: uma trajetória que transforma vidas e estruturas

A trajetória de Aline Costa da Cunha, diretora administrativa do Uevom, se entrelaça com a própria história da organização. A profissional tem quase 25 anos de atuação e é um exemplo de como os projetos sociais também constroem futuros profissionais. Licenciada em Letras, Aline iniciou sua relação com o Instituto como aluna dos projetos. Depois, trabalhou como voluntária, passou por diferentes áreas administrativas e se firmou como uma das principais referências da gestão interna.

Entre as lembranças que mais a emocionam, Aline destaca o acolhimento recebido desde o primeiro dia. “O acesso ao esporte, ao lazer, à cultura e à educação abriu caminhos que me levaram, inclusive, à minha formação em Letras. Mas, o que mais me toca até hoje é o amor que recebi e que permanece”, comenta.

Para as mulheres que desejam atuar em projetos sociais, Aline reforça que é preciso unir amor, competência, ética e cuidado consigo mesma. “A transformação social exige boa gestão, escuta atenta, articulação em rede e, sobretudo, fortalecimento emocional para seguir fazendo a diferença”.

Gestão com propósito e coragem para transformar realidades

Com mais de 25 anos de experiência na área social, Luciana Rocha, diretora executiva do Uevom, construiu uma trajetória marcada por responsabilidade, sensibilidade e compromisso com o desenvolvimento humano. Desde o ano 2000 no Instituto Uevom, Luciana passou por diferentes setores até assumir a diretoria executiva, com foco na gestão administrativa da instituição.

Um dos marcos de sua trajetória foi o início de sua atuação na Vila Olímpica da Maré, quando enfrentou desafios estruturais e conflitos próprios de um território vulnerável, conduzindo processos de reorganização e fortalecimento institucional.

Para a profissional, a principal motivação para permanecer por tantos anos na organização está no impacto direto gerado na vida das pessoas. “Cada família atendida, cada jovem que encontra uma no