Cinco primeiros meses do ano já superam 2021 em mortes por chuva

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Confederação Nacional de Municípios aponta para um aumento de 57% no número de mortes por chuva em relação a 2021. Até maio, 457 pessoas morreram e 7,8 milhões tiveram que deixar suas casas de forma temporária ou permanente

Bombeiros carregam corpos de pessoas que faleceram em decorrência das enchentes.
Foto: Camila Souza | GOVBA

Por Iara de Andrade

Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontou que, nos cinco primeiros meses de 2022, mortes em desastres naturais ocasionadas pelas fortes chuvas em várias regiões do país chegaram a 457, número 57% maior do que todo o ano de 2021.

O crescimento nos números de mortes causadas por chuvas vinha desde 2019, com 297. Em 2020, foram 216. À título de comparação, somente entre os anos de 2014 e 2018, o número total foi de 100 pessoas por ano.

Segundo ofício divulgado pela entidade: “Os diversos desastres ocorridos, a despeito de sua natureza, como chuvas torrenciais e consequentes deslizamentos de terra e inundações, escondem muitas vezes a ausência de políticas públicas de habitação, saneamento básico e infraestrutura eficazes e deixam claro a precariedade da articulação de políticas de prevenção de desastres pelos entes federados”.

O Rio de Janeiro está entre os estados mais afetados, e os óbitos em deslizamentos e alagamentos na cidade de Petrópolis, em fevereiro, chegam a 233. Outro desastre no estado, em abril, deixou 20 mortos: 11 em Angra dos Reis, 7 em Paraty e 1 em Mesquita.

A região do Nordeste também sofreu. Somente em Recife (PE), pelo menos 91 pessoas foram vitimadas na última semana do mês de maio. Na Bahia, outras 26 perderam a vida no início do ano.

Além das mortes por chuva, ao menos 7,8 milhões de pessoas tiveram que deixar suas casas de forma temporária ou permanente, 1,2 milhão somente na região nordeste. Os danos extrapolam para a pecuária, agricultura, indústria, comércio, sistemas de geração de energia, abastecimento de água, esgoto, limpeza, segurança pública, controle de pragas, transporte e telecomunicações; e estima-se um prejuízo de, pelo menos, R$ 3 milhões.

Fonte: BBC Brasil


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