Ignoradas pelo país: 2 em cada 5 crianças vivem na pobreza no Brasil

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De acordo com dados do IBGE, 41,7% das crianças brasileiras com até 14 anos viviam na pobreza e 11,3% viviam na extrema pobreza em 2019

Imagem ilustrativa/ Foto: Adobe Stock

A realidade das crianças brasileiras é bem diferente da mostrada nas propagandas e novelas do país. Milhões sofrem com a pobreza, abusos e doenças. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, 41,7% das crianças com até 14 anos viviam na pobreza no país em 2019.

Isso significa que 2 em cada 5 crianças no Brasil vivem na pobreza. Viver na pobreza envolve problemas como falta de alimentação adequada e mais propensão a doenças por falta de saneamento básico.

O relatório ‘Pobreza na Infância e na Adolescência’, elaborado pelo UNICEF, mostrou essa triste realidade. Segundo o relatório, 39,7% das crianças entre 0 e 5 anos têm seus direitos violados no Brasil. Isso representa mais de 1 criança em cada 3.

No total, 24,8% das crianças e dos adolescentes estão em privação de saneamento. O problema afeta de maneira semelhante meninas e meninos, em todas as faixas etárias. A maior diferença se dá entre brancos e negros. Entre crianças e adolescentes privados de saneamento, 70% são negros.

14,3% das crianças do país não têm acesso nem mesmo à água. A desigualdade racial também se faz presente no levantamento do UNICEF, pois crianças negras possuem uma taxa de privação de 58,3%, enquanto as brancas têm uma taxa de 40%.

A maioria das crianças em situação de pobreza é criada apenas pela mãe, sem ajuda do pai, como mostram os dados do IBGE. O arranjo domiciliar formado por mulheres pretas ou pardas responsáveis, sem cônjuge e com presença de filhos menores de 14 anos concentrou a maior incidência de pobreza: 24% dos moradores desses arranjos tinham rendimento domiciliar per capita inferior a US$ 1,90 e 62,4% inferior a US$ 5,50. Já entre as crianças com até 14 anos de idade, 11,3% eram extremamente pobres e 41,7% pobres.

Fonte: IBGE