Painel do III Seminário Internacional MROSC destaca importância e impacto do trabalho das OSC
EventosPalestrante Christiane Sampaio, coordenadora executiva da Sociedade Viva, durante o III Seminário Internacional MROSC, falou sobre a importância e o impacto do trabalho das OSC para a população e sua contribuição para a democracia brasileira. Entre as diversas organizações citadas esteve o Observatório do Terceiro Setor.

Coordenado por Nilton César da Silva – Casa do Beco/Confoco, o painel começou com a palestrante Silvia Daskal, da Sitawi, uma organização social de interesse público (OSCIP), atuante no desenvolvimento de soluções financeiras inovadoras para impacto socioambiental positivo. Silvia destacou a importância do Terceiro Setor para o PIB no Brasil.
Geração de 6 milhões de empregos
Silvia destacou a importância da sociedade civil no Brasil. Somente as atividades do Terceiro Setor contribuem 4,27% do PIB brasileiro. “Isso corresponde quase a participação da Agricultura, tão importante para o país”, destacou. O setor da agricultura corresponde a 4,57%. Outro destaque é a geração de emprego. O terceiro setor gera 6 milhões de empregos no país.
Importância da sociedade civil
Tamara Kallsem, da Frente Popular Dario Santillan, situada na Argentina, compartilhou com os presentes a experiência com o movimento social e político argentino. Ela ressaltou a importância da sociedade civil nesse momento tão delicado que o país está passando. Projetos como a cozinha solidária estão recebendo menos alimentos, mas está sendo fundamental na vida de muitas famílias que estão sem condições financeiras de comprar alimentos. “Muitas pessoas estão sem comer na Argentina por causa da crise. Por isso a importância da sociedade civil”, ressaltou.
Divulgação do trabalho das OSC
Christiane Sampaio, coordenadora executiva da Sociedade Viva, falou sobre a missão da OSC, que é uma iniciativa criada para mostrar a importância e o impacto do trabalho das ONGs ou Organizações da Sociedade Civil (OSCs) para a população e a democracia brasileira. Diversas instituições representativas do Terceiro Setor no Brasil se organizaram em rede para liderar esta iniciativa, sendo elas a ABCR (Associação Brasileira de Captadores de Recursos), ABONG (Associação Brasileira das Organizações não governamentais), GIFE (Grupo de Institutos, Fundações e Empresas), Plataforma MROSC (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil), Observatório do Terceiro Setor e Movimento por uma Cultura de Doação.
Christiane também lembrou que grande parte da população brasileira desconhece o trabalho das OSC, o que aumenta o processo de desqualificação e criminalização que as ONGs sofrem. A diretora executiva lembrou que grande parte da população conhece as OSC como ONG, mas isso é irrelevante, sendo mais importante a divulgação do trabalho da sociedade civil para combater a criminalização.
Esporte e direito social
Andrea Nascimento Ewerton, Diretora de Paradesporto de Alto Desempenho – DPAD, do Ministério dos Esportes, lembrou que o esporte é um direito social. Em sua fala, ressaltou que esporte e lazer estão tipificados na Constituição Federal, mas infelizmente, não tem tanta atenção no Brasil. A diretora espera reverter essa visão, citando a grande importância do esporte na vida das pessoas e inclusive no PIB do país.
Criminalização das OSC
Miguel de la Vega – UnidOSC (México), falou sobre a criminalização das OSC que acontece em vários países. “Tem governos em todo mudo que atuam contra a sociedade civil. Agora que tem 10 anos do MROSC não é o fim, é o começo para melhorar”, disse. Miguel também destacou a perseguição a jornalistas e defensores de causas sociais. O Brasil é um dos países com maior número de assassinatos de ativistas no mundo. O painel encerrou com perguntas feitas pela plateia.
