Projeto Viver de Bike recebe reconhecimento por metodologia de impacto social
CursosDesenvolvido pelo Instituto Aromeiazero, o projeto Viver de Bike oferece um curso gratuito de mecânica de bicicletas e empreendedorismo, com foco em mulheres, pessoas negras e pessoas LGBTQIA+ das periferias brasileiras

O Viver de Bike, projeto do Instituto Aromeiazero, foi reconhecido como uma solução replicável de impacto social, certificada como Tecnologia Social pela Fundação Banco do Brasil. A iniciativa oferece um curso gratuito de mecânica de bicicletas e empreendedorismo, com foco na geração de renda, mobilidade e ampliação de oportunidades.
Criado em 2016, o projeto já formou mais de 2.400 pessoas em diferentes territórios do país. O curso reúne aulas práticas de mecânica de bicicletas, conteúdos de empreendedorismo e gestão financeira, além de orientações sobre segurança no pedal e mobilidade urbana.
Durante a formação, os participantes aprendem a mecânica por meio da reforma de uma bicicleta ao longo das aulas. Ao final do curso, o veículo é entregue ao aluno como presente de formatura, podendo ser utilizado tanto para deslocamento quanto como ferramenta de trabalho e geração de renda.
De acordo com o Instituto Aromeiazero, muitos ex-alunos do Viver de Bike passam a atuar em outras ações desenvolvidas pela organização e por empresas parceiras. O projeto também deu origem a iniciativas como Delivery Justo, Bike Spa, Avança na Mecânica, Dia C de Ciclologística e GRAU Fortaleza.
A formação tem foco em mulheres, pessoas negras e pessoas LGBTQIA+ das periferias brasileiras. Segundo o instituto, a proposta é impulsionar o empreendedorismo por meio da bicicleta, seja para fortalecer pequenos negócios ou para a prestação de serviços em que ela se torna a principal ferramenta de trabalho.
O Instituto Aromeiazero desenvolve projetos sociais, educacionais e culturais voltados à redução das desigualdades sociais e à construção de cidades mais resilientes, tendo a bicicleta como eixo central de transformação.
O trabalho do instituto colabora diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. Sobretudo, com o ODS 1 (Erradicação da pobreza), que busca erradicar as desigualdades e a pobreza em todas as formas e em todos os lugares.
