Em paralelo à COP30, evento em Belém discute papel da filantropia na crise climática
Captação de RecursosO evento Dia da Filantropia reúne empresas, fundações, institutos e representantes do poder público para discutir como o investimento social privado pode alavancar soluções para a crise climática

Por Lucas Neves
Nesta segunda-feira (17), a cidade de Belém–PA recebe evento paralelo à COP30, o Dia da Filantropia. A ideia do encontro é evidenciar e discutir a importância do capital filantrópico na aceleração de soluções escaláveis para a crise climática.
Sediado na Casa Balaio, o evento começa a partir das 14h30, com programação que traz painéis sobre alianças estratégicas, respostas rápidas a emergências climáticas e novos mecanismos financeiros para conservação e clima. As inscrições para o evento são gratuitas e podem ser feitas por meio deste link, até às 15h.
O Dia da Filantropia é uma realização do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), Charities Aid Foundation (CAF), GIFE, Latimpacto, Sitawi e WINGS, com apoio da RD Saúde.
Segundo os organizadores, a proposta do evento é reunir empresas, fundações, institutos e representantes do poder público para discutir como o investimento social privado pode alavancar tecnologias, projetos ambientais, estratégias colaborativas e iniciativas de impacto socioambiental.
Em entrevista ao Observatório do Terceiro Setor, Luisa Lima, Gerente de Comunicação do IDIS, falou sobre o papel das organizações da sociedade civil (OSCs) e dos agentes filantrópicos como protagonistas na luta contra a crise climática.
Ela destacou que, na COP30 — onde governos negociam metas e marcos — a OSCs e a filantropia são peça-chave para transformar os compromissos firmados em soluções concretas.
“O IDIS defende que financiar e fortalecer OSCs são elementos decisivos para que políticas cheguem às populações mais vulneráveis e para que a ação climática tenha recorte de justiça socioambiental”, salientou Luisa.
A gerente de comunicação do IDIS também afirmou que, ao apoiar instituições, a filantropia aproxima a agenda da crise climática das realidades de cada região, acelerando as respostas e preenchendo lacunas que o poder público não é capaz.
Outro ponto relevante abordado por Luisa foi a transversalidade da pauta climática, que segundo ela, precisa ser incorporada à estratégia de quem financia impacto positivo no país. “Esse enquadramento evita ações isoladas e favorece arranjos com participação social, aumentando a legitimidade e escala”.
Programação do evento
A programação começa às 14h30, com abertura institucional, seguida pelo painel ‘Filantropia construindo pontes: alianças necessárias, impacto real’, que discute como a filantropia constrói pontes e cria alianças estratégicas capazes de gerar impacto concreto em territórios e comunidades.
O segundo painel, ‘Filantropia e emergências climáticas: estratégias para resiliência’, apresenta o panorama do envolvimento da filantropia na resposta a emergências no Brasil e no mundo, destacando casos de sucesso e os diversos atores que participam dessa cadeia.
Por fim, o terceiro painel, ‘Arranjos financeiros para conservação e clima: se organizar direito, todos se beneficiam’, abordará como modelos inovadores de finanças híbridas podem proteger e promover o impacto socioambiental positivo sem necessariamente comprometer a eficiência financeira.
“Entre os palestrantes confirmados estão Anthea McLaughlin, CEO da Aliança Filantrópica Caribenha; Ilana Minev, Presidente do Conselho de Administração da Bemol; Paloma Marcondes Oliveira, Coordenadora de Impacto Ambiental da RD Saúde e Pedro Hartung, CEO da Fundação Alana”, finalizou Luisa.
