Instituto Claro promove inovação e diversidade na 14ª edição da Campus Mobile

Educação
Compartilhar

 A Campus Mobile é um concurso nacional de inovação e empreendedorismo realizado pelo Instituto Claro; o objetivo da iniciativa é incentivar a criação de soluções mobile com foco em transformação social

Crédito: Isabel Praxedes

Por Lucas Neves

No dia 6 de fevereiro, o Instituto Claro realizou o encerramento da Semana Imersiva da 14ª edição do Campus Mobile, em evento na cidade de São Paulo. A Campus Mobile é um concurso nacional de inovação e empreendedorismo que visa incentivar a criação de soluções mobile com foco em transformação social por estudantes universitários, mestrandos, doutorandos e recém-formados de todo o Brasil.

Segundo o Instituto Claro, a Semana Imersiva é um dos pontos altos do concurso de inovação e empreendedorismo. Neste período, os participantes têm a oportunidade de passar por workshops e mentorias com membros da academia, além de dialogarem com profissionais do mercado para sanar dúvidas e aprimorar os projetos com os quais concorrem na Campus Mobile.

O encerramento do evento também incluiu a cerimônia de seleção das iniciativas na sede da Claro. Agora, os 18 projetos selecionados seguem rumo à grande final, que premiará as 6 melhores equipes com um investimento além da viagem de imersão ao Vale do Silício, na Califórnia, onde terão a oportunidade de fazer uma imersão no ecossistema de inovação.

“A missão do Instituto Claro é ‘Conectar pessoas para um futuro melhor’. Existem negócios que hoje só se viabilizaram, pois a Campus foi o porto onde os mobilianos puderam se conhecer e traçar um novo rumo, uma nova trajetória”, comenta Flávio Rodrigues, Gerente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social na Claro.

Recorde de participação

Realizado em parceria com a Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC), da Poli-USP, a 14ª edição da iniciativa contou com 447 projetos inscritos por 889 candidatos, estabelecendo um novo recorde.

Para Rodrigues, esse resultado é reflexo da maturidade do programa, que vem evoluindo no planejamento de cada etapa. Sobretudo, na comunicação, a qual se tornou mais assertiva e consegue, a cada ano, chegar nos locais e públicos certos.

“Nesta edição tivemos 447 projetos inscritos por 889 candidatos, uma participação excelente, que demonstra não só a relevância da Campus Mobile, como também o engajamento dos jovens em projetos que trazem impacto social positivo para a sociedade”, completa.

Uma vitória da representatividade

Além disso, o Instituto Claro celebrou a diversidade e representatividade do concurso, o que, segundo Rodrigues, potencializa o impacto social positivo das soluções apresentadas nesta edição. Entre os finalistas, 61% dos participantes eram mulheres, 39% se autodeclararam pretos ou pardos e 51,22% representam o Nordeste.

“Acreditamos que a diversidade, a pluralidade de visões de mundo e de vivências são fundamentais para o ambiente de inovação. É o que garante a diversificação de projetos e a autenticidade de todos eles”, afirma o Gerente de Sustentabilidade e Responsabilidade Social da Claro.

Rodrigues reforça que, ao se tratar de um trabalho com foco no impacto positivo, o engajamento de representantes de grupos minorizados contribui com a ampliação do repertório de soluções, “impulsionando a criação de tecnologias mais conectadas às necessidades reais de uma população tão heterogênea como a do Brasil”.

Por fim, Flávio Rodrigues analisa a 14ª edição do concurso, expondo os aspectos que mais chamaram sua atenção. Nesse sentido, ele cita a qualidade dos projetos que chegaram para avaliação, exaltando também a expansão do alcance para além dos grandes centros urbanos, tendo em vista que 62% dos jovens participantes eram de fora das capitais.

Para ele, esse movimento rompe dois estereótipos que se provam irreais:

  1. Que inovação acontece apenas no eixo tradicional dos grandes centros;
  2. Prova ainda que o talento tecnológico está espalhado nas mais diferentes pessoas, universidades e disciplinas. Colocando por terra a ideia de que talvez ela, a inovação, esteja apenas nas escolas de tecnologia. 

“Ver graduandos, mestrandos, doutorandos e recém-formados dos mais variados cursos e de cidades consideradas menores desenvolvendo soluções mobile de altíssima qualidade e tendo, por meio da Campus Mobile, acesso a mentorias especializadas de alto nível, reforça nossa missão de conectar pessoas para um futuro melhor”, conclui.

Sobre o Instituto Claro

O Instituto Claro é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) que coordena as ações de responsabilidade social corporativa da Claro, um dos principais grupos de Telecomunicações da América Latina e uma das maiores operadoras de multisserviços do Brasil.

Entre suas principais iniciativas, com foco nos pilares de Educação e Cidadania, apoia e realiza projetos de longo prazo, como Dupla Escola, Ação Social pela Música e a própria Campus Mobile. 

Entrevista completa com Flávio Rodrigues

A seguir, confira a entrevista completa do Observatório com Flávio Rodrigues:

1 – A 14ª edição bateu recorde de inscrições. O que esse crescimento revela sobre o interesse dos jovens brasileiros por inovação com impacto social?

R.: Esse resultado é reflexo da maturidade do programa, da nossa evolução no planejamento de cada etapa, de uma comunicação mais assertiva e que consegue, a cada ano, chegar nos locais e públicos que precisamos e, acredito eu, do ecossistema de inovação brasileiro.

Um dos exemplos que fazemos e funciona muito bem é ter os antigos participantes, ganhadores ou não, das últimas edições como Embaixadores da edição em curso. Eles apoiam a divulgação não apenas das inscrições, mas especialmente, de suas experiências.

Nesta edição, tivemos 447 projetos inscritos por 889 candidatos, uma participação excelente, que demonstra não só a relevância da Campus Mobile, como também o engajamento dos jovens em projetos que trazem impacto social positivo para a sociedade.

Em termos de representatividade, também temos muito a comemorar. Considerando somente os 102 projetos selecionados para a Semana Imersiva, as participações alcançaram 25 estados brasileiros, 88 municípios e 90 universidades, uma demonstração de que o desenvolvimento de soluções tecnológicas se expande a cada ano e se torna um movimento verdadeiramente nacional e descentralizado das capitais, por exemplo.

O perfil dos participantes aponta o retrato de uma geração que une a inovação à sensibilidade aos temas sociais. Com uma idade média de 24 anos e composta majoritariamente por graduandos (93%) das áreas de computação e engenharia (83%), eles não buscam apenas o domínio da técnica, e sim a aplicação de soluções mobile para resolver problemas reais. Confirmamos a cada edição que o propósito é o principal combustível desses participantes.

2 – Vocês destacam a participação majoritária de mulheres e os números expressivos de pessoas pretas e pardas, além de um número significativo de representantes do Nordeste. De qual maneira você acredita que essa presença de diversidade na composição das equipes influencia no potencial de impacto social dos projetos?

R.: A presença crescente de mulheres, aliada ao fato de 48,8% dos jovens se autodeclararem negros (pretos e pardos) e 39,4% dos projetos serem do Nordeste, potencializa o impacto social positivo das soluções apresentadas na 14ª edição. Acreditamos que a diversidade, a pluralidade de visões de mundo e de vivências são fundamentais para o ambiente de inovação. É o que garante a diversificação de projetos e a autenticidade de todos eles. Neste caso, em que o trabalho tem foco em impacto positivo, o engajamento de pessoas que representam grupos minorizados  contribui para ampliar o repertório de soluções, impulsionando a criação de tecnologias mais conectadas às necessidades reais de uma população tão heterogênea como a do Brasil. 

Essa evolução nos parâmetros de diversidade na composição dos que se qualificaram para a próxima etapa influencia diretamente o potencial dos projetos finalistas, pois equipes diversas possuem uma capacidade maior de identificar pontos sensíveis e desenvolver ferramentas mais inclusivas e resilientes. No cenário atual, a inovação com propósito só é plena quando é democrática, portanto, ao priorizar a representatividade de gênero, raça e regionalidade, garantimos que o progresso tecnológico seja uma alavanca para transformação social. 

3 – O que mais tem te chamado a atenção na 14ª edição do concurso?

R.: Em primeiro lugar, a qualidade do que chega para ser avaliado. A Campus tem uma característica de partir de uma ideia e evoluir esse primeiro insight para um projeto que “pare em pé”. Outro ponto é a expansão da inovação para além dos grandes centros urbanos, como já mencionei, considerando o número de 62% dos jovens vindos de fora das capitais.

Esse movimento rompe dois estereótipos que se provam irreais:

  1. Que inovação acontece apenas no eixo tradicional dos grandes centros;
  2. Prova ainda que o talento tecnológico está espalhado nas mais diferentes pessoas, universidades e disciplinas. Colocando por terra a ideia de que talvez ela, a inovação, esteja apenas nas escolas de tecnologia. 

Ver graduandos, mestrandos, doutorandos e recém-formados dos mais variados cursos e de cidades consideradas menores desenvolvendo soluções mobile de altíssima qualidade e tendo, por meio da Campus Mobile, acesso a mentorias especializadas de alto nível, reforça nossa missão de conectar pessoas para um futuro melhor.

4 – Poderia nos contar como esse concurso colabora com os objetivos de impacto social do Instituto Claro?

R.: A missão do Instituto Claro é “Conectar pessoas para um futuro melhor”. A gente não tem isso em um quadro aqui no Instituto e na Claro. Nós praticamos a missão todos os dias. Existem negócios que hoje só se viabilizaram, pois a Campus foi o porto onde os mobilianos puderam se conhecer e traçar um novo rumo, uma nova trajetória, criaram um novo projeto. Dentro do pilar de Educação do Instituto Claro, para ter ideia, a Campus Mobile vem evoluindo amplamente, ano após ano, tendo impactado mais de 9,4 mil jovens ao longo de sua trajetória. Na edição atual, demos mais um importante passo, ao alcançar representatividade histórica: com participantes de 25 estados brasileiros.

Esses números, somados ao fato de 48,8% dos selecionados serem pessoas negras e 39,4% virem do Nordeste, reforçam nosso compromisso com a descentralização do conhecimento, para além dos grandes centros urbanos; e com a construção de um ecossistema de inovação mais diverso e inclusivo, alinhado aos objetivos de impacto social do Instituto Claro.

Ou seja, a colaboração dentro do programa provoca o propósito da missão e ela acaba se dando prática: transformamos o potencial acadêmico em soluções e a conexão entre as pessoas acontece.