Organizações promovem desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal

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Para garantir o desenvolvimento sustentável na Amazônia, organizações unem forças para captar investimento e oferecer programas de geração de renda, educação, saúde e cidadania

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Solar Community Hub, projeto de energia solar e conectividade na Comunidade Boa Esperança | Foto: Rodolfo Pongelupe

Por Redação

A Amazônia é um dos maiores biomas do mundo. Com a maior parte de seu território pertencente ao Brasil, a floresta tropical é a casa de diversas espécies animais, de uma diversa flora e, principalmente, dos povos originários. O país possui mais de 1,7 milhão de indígenas e mais da metade deles vive na Amazônia Legal.

Embora possua muita riqueza, a região enfrenta diversos desafios, como a falta de energia elétrica, saneamento básico e desmatamento. E cada vez mais destaca-se a necessidade de promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia Legal.

Uma das iniciativas que busca trazer atenção ao assunto é a Conferência Latimpacto. Realizada no dia 28 de agosto, no Rio de Janeiro, a segunda edição do evento reuniu investidores e especialistas na área socioambiental para discutir sobre investimento de impacto na América Latina. Um dos principais assuntos abordados durante o evento foram as mudanças climáticas com foco na Amazônia.

A Rede Latimpacto realiza conexões estratégicas e oferece programas de impacto e treinamento em diversas áreas, como a captação de recursos. Além disso, é um dos 150 membros do Hub de Bioeconomia Amazônica, secretariado pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS).

PARCERIAS EM PROL DA SUSTENTABILIDADE

Parcerias entre organizações que trabalham na Amazônia e iniciativas que mobilizam o capital filantrópico são fundamentais para fortalecer o investimento nas ações de impacto e garantir o desenvolvimento sustentável. “No ano passado, a FAS, através do Hub de Bioeconomia Amazônica, apoiou a realização de uma missão no Rio Negro, onde alguns investidores da Latimpacto puderam conhecer soluções que são implementadas junto a algumas comunidades do Rio Negro”, conta a facilitadora da Hub, Marysol Goes.

De acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) 2023, o desmatamento está relacionado com o baixo desenvolvimento na Amazônia Legal. A conservação ambiental, que busca combater o desmatamento, é uma das frentes promovidas pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), uma organização da sociedade civil que atua pelo desenvolvimento sustentável da região por meio de programas nas áreas de educação e cidadania, saúde, empoderamento, pesquisa e geração de renda.

O PAPEL DO TERCEIRO SETOR NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

A atuação da FAS possibilitou 40% de redução no desmatamento em 16 Unidades de Conservação na Amazônia, e aumento de 66% na renda média de pescadores entre 2016 e 2020. Para o professor e porta-voz da organização, Virgílio Viana, a redução do êxodo de jovens das comunidades para as áreas urbanas é um dos principais avanços do desenvolvimento sustentável.

“Isso é o que nós chamamos de envolvimento sustentável, que é manter as pessoas em seus territórios, dando a elas oportunidades de educação, porque esse é o fator principal pra segurar os jovens da floresta, é dar a eles oportunidades de acesso ao ensino médio, e depois do ensino médio, o ensino técnico, e depois o ensino universitário”.

Mesmo com a falta de recursos básicos em alguns municípios, é possível discutir Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Amazônia Legal. Virgílio explica que, para isso, é necessário implementar uma estratégia que priorize o que é mais relevante para cada território e comunidade. O professor também destaca a importância de “amazonizar” a filantropia brasileira, visto que a região ainda é considerada desassistida.

“Acho que o investimento social privado ainda precisa ampliar e muito o seu engajamento com Amazônia nas suas diferentes frentes. Nós temos um desconhecimento sobre a realidade amazônica muito grande no Brasil, muito comum que as pessoas conheçam muitos países e não conheçam a Amazônia ou quando conhece a Amazônia, isso fica muito restrito a conhecer as grandes cidades”.

As ações promovidas pelas instituições estão diretamente alinhadas aos ODS, 169 metas da Agenda 2030 que incentivam a sociedade a se tornar mais sustentável e igualitária.